Retrospectiva do AgileBrazil 2010 - Parte 4 - Final


by Rafael Rosa

De maneira geral, o Agile Brazil 2010 foi bom, muito bem organizado, o local escolhido foi muito bom, a PUC RS tem uma infra estrutura excelente e os auditórios são ótimos. Os coffee-breaks foram meio fracos, mas isso não foi um problema, comi como um cavalo nesses dias dias, vou virar vegetariano por uma semana para compensar um pouco, não consigo pensar em carne. No primeiro dia da conferência tivemos alguns problemas com o wi-fi, que a organização resolveu rapidinho, e não fiquei sabendo de nenhum incidente. Novamente, parabéns aos organizadores.

O Guilherme Silveira da Caelum gravou vários vídeos das palestras e algumas entrevistas, incluindo uma sobre a comunidade Ruby comigo e o Codezone, e várias pessoas tiraram fotos do evento. Eu achei três álbuns no Flickr, um do Fernando Meyer, outro do Whoompa e o último do Hélio Medeiros, você vai achar várias fotos legais por lá, mas só o Meyer liberou as dele como Creative Commons. Abaixo você vê a foto da equipe da Locaweb que foi ao evento em frente ao nosso stand.

Quase todo mundo da Locaweb. O cara de vermelho mais à direita é penetra :) Foto com a câmera do Fernando Meyer

Bom conteúdo, mas básico

No geral, as palestras estavam boas, só ouvi reclamações sobre uma ou duas, mas isso é esperado, não dá para filtrar tudo. Minha única reclamação é que as palestras que assisti foram muito básicas e não havia muitas marcadas como “expert”.

Foi bom ver que eles reforçaram fundamentos e mostraram ferramentas úteis, mas esse tipo de apresentação é mais útil para os mais “novatos”. É bom esclarecer que não me classifico como expert, mas já estou trabalhando em projetos ágeis há algum tempo, e pessoas na minha situação precisam de mais tutano.

Na minha opinião, depois que se passa do básico e se tem alguma experiência com o assunto, o melhor modo de se aprender as coisas avançadas é com relatos de casos reais e discussões menos estruturadas em torno delas, mas isso exige um outro formato que não uma conferência de palestras, que passam a ter retornos menores. Acho que funciona mais ou menos como pair programming com alguém mais experiente, te mostrando os truques avançados ou ensinando coisas mais exotéricas, como EMACS :) As conversas nos intervalos supriram parte dessas necessidades, e o curso teve bastante interação e perguntas, o que faz o saldo final ser positivo.

Também gostei do fato de várias pessoas (David Hussman e Klaus Wuestefeld para citar dois) voltaram a falar da importância de não nos prendermos à dogmas processuais ou metodológicos. Por exemplo, só porque Scrum é legal não quer dizer que é a salvação para uma equipe tecnicamente ruim ou com uma cultura de pastelaria, nem que serve para qualquer tipo de projeto. Analisar os problemas e as ferramentas à mão para só então decidir o que fazer, com a cabeça aberta à opções diferentes é o caminho mais racional e ágil.

O que perdi

Infelizmente não consegui assistir algumas palestras que pareciam ser bacanas, e foram elogiadas pelo povo. Uma delas foi a do José Papo, “It’s the Economy! - Agilidade, Indicadores Financeiros e Criação de Valor”, que você pode ver os slides no site dele, parece que foi bem legal e seria um ótimo complemento para o curso de PO, assim como a palestra do Alexandre Magno, “John: o Product Owner que ama usabilidade”.

O workshop do Rodrigo Yoshima e do Philip Calçado, “Reconheça! Você não sabe modelar! Iniciando Projetos Ágeis” para que foi bem legal também, mas a sala estava transbordando, aí não consegui ir também. O “Café Kaizen: Uma Rápida e Efetiva Técnica de Resolução de Problemas para Equipes Ágeis” que o Luiz Parzianello e o Rafael Prikladnicki apresentaram parece que foi bem legal também, queria ter assistido.

Dois amigos que palestraram mostrando artigos de mestrado mas não consegui ver foram o Maurício Aniche, com “Erros comuns em Test-Driven Development”, e o Maurício De Diana, com “Conducting an ArchitectureGroup in a Multi-team Agile Environment”, esse último na trilha acadêmica. Foi mal povo.

Sobre Porto Alegre

Depois de uma semana em POA, posso dizer que é uma cidade diferente, me lembrou Buenos Aires, com um ritmo meio estranho, mas agradável. No último dia, domingo, andei pela cidade e fui ao parque Moinho de Vento e vi centenas de pessoas andando, conversando e tomando chimarrão, achei bem legal.

Fui à várias lanchonetes e restaurantes, sendo o melhor de todos a Casa do Marquês, onde comi carnes excelentes e diferentes do rodízio padrão que esperava, sem falar que o custo/benefício era bem justo. Tomei muitas Polares e comi vários Xs diferentes, dica do Marcelo Pinheiro, muito obrigado. Fui algumas vezes à Rua Padre Chagas e arredores, onde tem vários restaurantes e onde escrevi a maior parte desses posts, e lá recomendo dar um pulo na casa da Torta de Sorvete, que é gostosa, e se tiver um pouco de paciência para procurar, na Media Luna, que é uma doceria argentina, comi um brownie com doce de leite que de brownie mesmo não tinha nada, mas era bem gostoso. O Café do Porto também vale a pena, a torta de amora é muito boa e o café bem tirado.

Resumindo

Foi uma semana bastante intensa e cansativa, mas me diverti bastante, revi vários amigos, conheci pessoas novas e aprendi bastante, valeu a pena ter ido. Tenho apenas dois agradecimentos: primeiro à Locaweb, que proporcionou essa viagem esegundo à Clara, minha querida esposa, que teve muita paciência para me deixar ficar longe uma semana inteira. Ossos do ofício :)

Leia a restrospectiva completa: parte 1, parte 2 e parte 3.

Atualizado em 01/07/2010, havia me esquecido de colocar o Rafael Prikladnicki como palestrante no Café Kaizen, sorry :(

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