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	<title>Rafael Rosa Fu</title>
    <subtitle>cloud computing and agile software development</subtitle>
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    <updated>2018-11-22T05:38:31+00:00</updated>
   	<author>
    	<name>Rafael Rosa</name>
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2013/07/16/imigrando-e-vivendo-no-canada-um-guia-nada-imparcial</id>
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	    <title>Imigrando e vivendo no Canadá - um guia nada imparcial</title>
	    <published>2013-07-16T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2013-07-16T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Semana sim, semana não eu recebo um e-mail de alguém me perguntando como é morar no Canadá, como foi o processo de imigração, se eu gosto daqui, como foi arrumar trabalho, como é o mundo de TI, etc. No início eu respondi com e-mails individuais, mas no fim, a informação é mais ou menos a mesma, e eu acabo demorando semanas para responder. Sendo assim, acho que o melhor é fazer um post com minhas impressões e compartilhar com todo mundo, com o tempo eu posso acrescentar e melhorar as informações, acho que vou ajudar mais gente dessa forma e não vou demorar para responder.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Peço desculpas à quem gostaria de ter uma resposta mais pessoal, mas esse é o tipo de informação que ajuda mais quando é compartilhada. Se você tiver perguntas deixe um comentário ou me mande e-mails e eu tentarei responder, e talvez até atualizar esse post.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO: essa é a minha opinião e experiência, com todos os meus preconceitos e bias, não sou um reporter imparcial, esteja avisado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;background&quot;&gt;Background&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Eu e minha &lt;del&gt;esposa&lt;/del&gt; mulher, Clara, decidimos que queríamos sair do Brasil para fazer algo diferente, aprender coisas novas e sair da nossa zona de conforto. O Canadá foi uma escolha “fácil”  porque é um país relativamente normal, não tem atentados ou direitistas malucos em cada esquina, tem um clima temperado que queríamos experimentar, o timezone é parecido com o Brasil, tem uma região onde se fala francês, o Québec, e ela tem família aqui, o que facilitaria a adaptação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Gostaria de deixar claro que não saímos do Brasil porque estávamos cansados do país, porque que acreditamos no sonho do primeiro mundo, porque queríamos ficar ricos. O “primeiro mundo” é igualzinho ao Brasil em muitos aspectos, as pessoas aqui não são melhores, mais inteligentes, mais ricas, mais educadas ou mais bondosas, particularmente acho tudo muito parecido com o Brasil, mas muitos “classe média sofre” acham que estão vindo para o paraíso. Se esse é o seu caso, acho que vai se decepcionar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um ponto importante para muita gente, incluindo minha &lt;del&gt;esposa&lt;/del&gt;mulher, é que aqui é um lugar mais seguro, infelizmente o Brasil está cada vez mais violento, e isso é um problema difícil de arrumar, especialmente devido às diferenças sociais, e aqui você sempre se sente seguro, o que pode ser um ponto crucial. Cada um sabe o que é importante para si.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;o-processo-de-imigração&quot;&gt;O processo de imigração&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Além de todos esses fatores, lá por 2009, a província do Québec tinha um programa que incentivava a imigração de mão-de-obra qualificada, o que significava ser formado em alguma faculdade e estar numa lista de profissões pré-aprovadas. O &lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Canada&quot;&gt;Canadá&lt;/a&gt; tem um território gigante, o 2o maior país do mundo, com uma população ridiculamente pequena, +- 33 milhões de habitantes. Só para ter uma referência, só a região metropolitana de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo&quot;&gt;São Paulo&lt;/a&gt;, tem ~30 milhões de pessoas. Com taxas de natalidade baixas e uma população que envelhece rapidamente, é normal que eles estejam importando gente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Québec organizava palestras fazendo marketing do país, explicando porque era bom viver aqui, como o governo gastava dinheiro e explicando como funcionava o processo de imigração, bastava juntar a documentação (histórico escolar, certificado de inglês e francês e grana no banco), preencher milhões de formulários, pagar uma taxa, mandar para o consulado e esperar por volta de 1 ano até o processo acabar e você ganhava o visto de residente permanente. Essa é uma descrição simplificada, o povo aqui adora burocracia, e tinha uma entrevista no meio, mas o processo era ok, se você tivesse menos de 30 anos, fosse formado e falasse francês as chances de ser aceito eram enormes, bastava ter paciência. Nós fizemos o processo, esperamos uns 16 meses e pronto, visto na mão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Note que nenhuma dessas informações é muito útil hoje em dia, até onde sei o governo decidiu fechar as portas do processo de imigração e fecharam o escritório de São Paulo, todo o processo é feito via Cidade do México e parece que é muito mais restrito. A fase de imigração fácil acabou, nós viemos na última leva onde tudo que se precisava ter era paciência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem não imigra via Québec tem que fazer o processo Federal, que eu não conheço, mas sei que é diferente. Nesse processo você aplica como “skilled worker” e pode ser selecionado se trabalhar com alguma profissão que o Canadá quer incentivar a imigração. Parece que colocaram o povo de TI de volta na lista recentemente, veja o link abaixo.&lt;/p&gt;

&lt;h3 id=&quot;links-relacionados&quot;&gt;Links relacionados&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/pt/biq/mexico/novidade2.html&quot;&gt;Fechamento do escritório de imigração do Québec em São Paulo a partir de 27/02/2012&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cic.gc.ca/english/department/media/backgrounders/2013/2013-04-18.asp#list&quot;&gt;Lista de profissões aprovadas para o processo Federal&lt;/a&gt; - Obrigado Felipe Cypriano&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2 id=&quot;língua&quot;&gt;Língua&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Existem dois mundos: o Canadá e o Québec. No Canadá só se fala inglês, no Quebéc só se fala francês com sotaque quebecois, se você fez Aliança Francesa vai sofrer um pouco, exceto em Montreal, onde todo mundo (pelo menos quem trabalha em estabelecimentos comerciais) fala inglês e francês, mas Montreal é a exceção, não a regra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até onde sei, na maioria dos empregos e empresas francófonas, falar francês bem é essencial ou pelo menos muito importante. Se você cair em uma empresa com mais “anglos”, onde a língua do dia-a-dia seja inglês, o que é mais normal em multinacionais com sede nos EUA ou até startups, o francês perde valor. Conheço gente que mora aqui há décadas e só fala inglês. A Clara me lembrou que o Capitão Kirk, aka William Shatner, nasceu e cresceu aqui e não fala francês :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;grana-e-trabalho-em-geral&quot;&gt;Grana e trabalho em geral&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Juntamos “bastante” dinheiro para nos prevenir, não recomendo chegar aqui com menos de C$30.000 &lt;strong&gt;dólares&lt;/strong&gt; na poupança. Gastamos uma boa grana com a viagem, só entre passagens de avião e transporte e papelada dos gatos (temos 5) gastamos uns C$4.000. Chegando aqui compramos toda a casa, e lá se foi uns C$8.000, o dinheiro vai embora voando. Note que, dada a cotação, sua grana em R$ vale só a metade, e apesar do poder de compra de R$ 1 não ser igual a C$ 1, não há poupança que aguente sem crise por muito tempo, arrumar um emprego logo é importante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como regra geral, não conte com o câmbio (exceto quando converter sua poupança), pense que se você ganha X dinheiros no Brasil, num mundo ideal, você gostaria de ganhar pelo menos X dinheiros no Canadá, mantendo seu poder de compra na mesma situação, mas isso provavelmente não vai acontecer. Uma exceção são carros, um Civic top de linha aqui custa C$16.000, pago em 8 anos com juro zero. Outra coisa, o maior juros aqui é em torno de &lt;strong&gt;4% ao ano&lt;/strong&gt;, o que muda completamente o perfil de endividamento do povo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Arrumei emprego em menos de 1 mês, dei &lt;strong&gt;muita&lt;/strong&gt; sorte, achei um trabalho igual ao que tinha no Brasil, começando como gerente e tudo mais, o que foi bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque ganho relativamente bem e minha poupança parou de sangrar, ruim porque ganhar mais do que o primeiro salário vai ser complicado. Segundo uma amiga nossa que trabalha no governo daqui, o salário médio é algo em torno de C$ 35.000/&lt;strong&gt;ano&lt;/strong&gt;, que está no topo da carreira, em poucas áreas, tira C$75.000+/ano, só 4% da população ganha mais de C$100.000/ano. Além disso, os impostos são progressivos, quem ganha mais paga mais, em geral bem mais,  o que eu acho extremamente justo, que me desculpe a classe média.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O lado positivo dos salários serem relativamente baixos é que é todo mundo vive mais ou menos igual, a diferença entre o CEO de uma empresa e o cara do suporte não é de 30x, no máximo uns 4x, o que gera uma sociedade menos problemática, com menos pobreza. Não se engane, tem gente morando na rua e gente bem pobre, mas a maioria esmagadora da população tem uma vida ok. Essa é uma das melhores coisas do Canadá, sob o meu ponto de vista.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não faço idéia de quão difícil é arrumar um emprego fora da área de TI, mas sei que muitas profissões são regulamentadas, e para quem trabalha em áreas como medicina o processo é um inferno, leva anos e em geral é mais fácil refazer a faculdade aqui, o que não é uma opção para muita gente.&lt;/p&gt;

&lt;h3 id=&quot;trabalhar-com-ti&quot;&gt;Trabalhar com TI&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Se você trabalha com tecnologias enterprise, tipo Java e .NET, gosta do esquema bate cartão das 8 às 5, e sonha em passar num concurso público por causa da estabilidade, seu lugar é aqui. Pule o resto desse tópico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você gosta de tecnologias open source, com comunidades, empresas mais abertas, metodologias ágeis para todos os lados, horários flexíveis e tudo mais, sinto muito, seu lugar não é o Canadá, ou pelo menos Montreal. Eu tive a sorte de achar um emprego numa empresa que tem um monte de benefícios, mas essa não me parece ser a realidade da maioria dos lugares. Aparentemente o esquema “fábrica de software’ é a regra, e as empresas mais alternativas são minoria, menores e pagam menos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os meetups aqui são relativamente pequenos e você sempre vai ver o mesmo povo, na sua maioria imigrantes, poucos nativos, e sempre em inglês (essa parte eu acho boa, integra mais gente). A Clara disse que o mesmo acontece até nas comunidades de tricô, os encontros de São Paulo eram mais agitados, não dá para comparar. Tem muita startup, a maior parte delas são social-media-gamification alguma coisa, pagando zero e atrás de VC, com algumas exceções, mas conto em 1 mão quantas são realmente interessantes ou estão trabalhando com tecnologias incríveis, a maior parte do trabalho é bem normal. O teto dos salários para devs, até onde pude descobrir, é de C$ 70.000/ano, ganhar mais que isso é raro, e a média é por volta de C$ 50.000/ano. &lt;strong&gt;ATENÇÃO: informação sem base estatística, use por conta e risco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra coisa meio chata é a falta de eventos, tem pouquíssimos eventos de tecnologia por aqui, e os que acontecem são super coxinha, povo de terno e gravata, vendor talk a cada 5 minutos e quase nada interessante sendo apresentado. Há exceções, mas até onde vi são poucas. Aparentemente a cena é melhor em Toronto, pelo menos eles tem mais meetups e eventos do que Montreal, e os amigos que moram por lá falam bem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma área enorme aqui é a de games, tem milhões de estúdios de game na cidade, Montreal é a capital do video-game, mas até onde costa o lance é meio complicado, as horas são longas e os salários baixos, muita gente que trabalha nos estúdios não dura muito tempo devido a pressão, mas são relatos de terceiros. Quem trabalha com desenvolvimento para mobile ou front-end pode se dar bem, tem muita gente procurando devs com esse perfil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não sei como fazer para arrumar empregos, eu consegui através de contatos em eventos e sempre tem recruiter mandando mensagens no meu LinkedIn. Alguns sites que ouvi falar mas nunca usei:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://matchfwd.com/&quot;&gt;MatchFwd&lt;/a&gt; - startup da cidade, aparentemente tem boas vagas aqui&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.monster.ca/&quot;&gt;Monster&lt;/a&gt; - clássico da América do Norte, nunca usei&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Listas de grupos de usuário sempre ajudam, em geral tem pouquíssimo tráfego, mas vira e mexe aparece uma vaga:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.montrealrb.com/&quot;&gt;Montreal.rb&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://js-montreal.org/&quot;&gt;JS-Montreal&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://montrealpython.org/&quot;&gt;Montreal Python&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Arrumar emprego em TI nas empresas tradicionais é o velho e bom “manda currículo e vai fazer entrevista”, uma hora você acha, as empresas mais moderninhas gosta de GitHub e de fazer white-boarding (um saco, diga-se de passagem), mas como em todo lugar, contatos abrem portas, o problema é que fazer contatos aqui é um mais complicado, e quem chega como imigrante não tem muitas vantagens nesse aspecto. É importante ressaltar que, apesar de eu ter conseguido emprego em 1 mês, essa não é a regra, sei de pessoas que ficaram 6 meses procurando, e a possibilidade disso acontecer é grande, a não ser que você tenha um portfólio incrível ou fez contatos antes de vir para cá. Minha recomendação é se preparar para o pior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Note que a situação não é mil vezes melhor no Brasil, mas pelo menos a cena de TI de São Paulo, no mundinho fechado que eu fazia parte, era muito muito melhor, com muito mais oportunidades, projetos interessantes e salários bem altos. Apesar disso, o povo que vai aos meetups é gente boa e acolhedor, o que conta muitos pontos no meu livro.&lt;/p&gt;

&lt;h3 id=&quot;aluguel&quot;&gt;Aluguel&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Um dos maiores gastos que você vai ter quando chegar é o aluguel, que vai comer sua poupança sem dó. Quando chegamos alugamos um apartamento temporário via AirBnb por duas semanas, usamos os dois primeiros dias para resolver a papelada e procurar apartamento, demos sorte de achar um lugar legal no 3o dia e pronto, tudo resolvido. Porém, pesquisar apartamentos toma tempo e você tem que ir visitar, não feche nada pela internet, ande na vizinhança e eu pegar algo próximo do metrô, quanto mais perto melhor, isso vai salvar sua pele no inverno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Prepare-se para gastar entre $700 a $1000 por um apartamento de 1 ou 2 quartos na ilha, morar no subúrbio pode ser mais barato considerando $/metro quadrado, mas você vai precisar de carro ou gastar um tempão fazendo commute, pense bem antes de escolher uma casinha com gramado e cerca branca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O lado bom é que as leis para evitar que o dono do apartamento abuse do inquilino são boas e a burocracia é pequena, você compra um formulário de contrato de aluguel chamado “Bail” em livrarias, e preenche junto com o dono do apartamento, assina e pronto, não tem muita crise. &lt;a href=&quot;http://www.rdl.gouv.qc.ca/en/droits/bail.asp&quot;&gt;Os sites do governo tem informação sobre isso, leia bastante&lt;/a&gt;. Como não tinha referências ou emprego quando chegamos, propus pagar 3 meses de aluguel adiantado, os dois primeiros meses e o último quando decidirmos sair do apartamento. Isso não é exatamente legal, mas foi uma forma rápida e fácil de fechar o acordo com o dono do apê, e demos sorte de achar um cara legal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Normalmente os apartamentos vêm com os eletrodomésticos brancos inclusos, tipo geladeira, fogão (elétrico) e lava-roupas, o que é uma mão na roda, economiza muita grana e facilita a mudança. No nosso caso pagamos alguel e eletricidade, que fica mais ou menos C$100/mês, mais no inverno, menos no verão, a conta vêm a cada dois meses. Lembre-se que tudo aqui é elétrico, não tem nada a gás, não é complicado de se acostumar, mas quando a luz acaba tudo morre.&lt;/p&gt;

&lt;h3 id=&quot;internet-e-telefone&quot;&gt;Internet e telefone&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Antes de escolher provedores de Internet leia &lt;a href=&quot;http://www.dslreports.com/forum/r26934069-Internet-Comparaison-des-IISP-par-cable-au-Quebec&quot;&gt;“Comparaison des IISP par câble au Québec”&lt;/a&gt;. Os grandes provedores são Bell e Videotron, ambos tem boas conexões, o atendimento é tosco como qualquer grande telecom e só recentemente eles adicionaram planos ilimitados. Certa vez tive que pagar $700 de conta na Videotron por excesso de uso, bando de FDP, e tive que pagar $80 na Bell pelo mesmo problema, agora estou mudando para o plano ilimitado que cust $30/mês além do pacote básico, quem compra o combo Internet+TV+Telefone paga $10 extra, mas só usamos internet, então não vale a pena.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para celular, usamos Rogers, a cobertura é boa, os preços são altos, mas quando chegamos foi uma escolha rápida. A menos que você use muito celular eu recomendo comprar algo pré-pago. Fido e Public Mobile oferecem pacotes menores, estou pensando em mudar para a Public Mobile porque só usamos 3G, raramente fazemos ligações.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;governo&quot;&gt;Governo&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O governo é ok, tem muitos serviços bons para imigrantes, apesar de serem meio burocráticos tivemos bastante orientação e não foi complicado fazer nossa papelada. Também tivemos a sorte de ter endereço de familiares aqui, isso ajudou horrores. Aqui o documento básico é a carteira da Assurance Maladie, que é o SUS daqui, com ela você tem tratamento médico gratuito do governo, que até onde sabemos (nunca usamos) é ok mas demora um bom tempo para ser atendido, o lado bom é que você não fica endividado até o pescoço como acontece nos EUA.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tirar a carteira de motorista foi mais complicado, tive que fazer a prova 3 vezes, mesmo dirigindo numa cidade com trânsito de verdade por mais de 16 anos, o povo aqui é meio caxias e os motoristas, em geral, são ruins, mas é a vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existe uma quantidade enorme de serviços de assistência, inclusive para arrumar emprego, mas até onde sei isso funciona para quem não trabalha com TI, nossa área é um pouco diferente. O desemprego não é muito grande até onde sei, mas não está sobrando vaga em todas as carreiras, e como disse antes os salários médios não são absurdamente altos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para quem reclama de impostos, o leão aqui é tão ou mais faminto que no Brasil, mas pelo menos eu acho que o serviços prestados pelo governo valem o preço. O Québec tem um dos impostos mais altos, é normal deixar 40% do salário só com impostos, e adicione  15% a todas as compras que fizer, esse é o valor dos impostos. &lt;strong&gt;Se você reclama do Brasil e quer ir para um país com impostos mais baixos, não venha para o Canadá.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um detalhe engraçado, que até faz sentido mas é meio mala, é que nos órgãos do governo do Québec só se fala francês. Se você estiver muito perdido eles falam inglês com você, mas não conte com isso.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;saúde&quot;&gt;Saúde&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Comparado com o SUS ou o estúpido sistema de saúde dos EUA, o Canadá é um paraíso. Até agora não precisamos utilizá-lo, mas até onde sabemos o problema é que há uma boa demora para ser atendido se você não estiver num caso de urgência, procedimentos eletivos demoram uma eternidade e você tem que passar por um “médico da família” para algumas coisas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Porém, o fato de se ter um “médico da família” pode garantir sua saúde no longo prazo, com prevenção ao invés de tratamentos corretivos. Infelizmente o número de médicos não é grande, é complicado achar um médico com vagas para aceitar pessoas novas, eles tem uma quantidade limitada de pacientes, mas é melhor do que nada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fora isso, a saúde pública é gratuita, todo mundo tem direito de se tratar e não contrair uma dívida absurda no processo. A empresa onde trabalho paga um seguro saúde particular, o que alivia os gastos do governo e tem algumas coisas extras, mas todo mundo está coberto e isso é importante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se alguém quiser ver o lado ruim, recomendo assistir ao filme &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0338135/&quot;&gt;“As Invasões Bárbaras”&lt;/a&gt; para ver como é, pelos relatos de pessoas que conheço não é tão ruim quanto eles pintam, espero não precisar confirmar isso pessoalmente.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;montreal&quot;&gt;Montreal&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Montreal é a maior cidade francófona do país (3.8 milhões de habitantes), a segunda maior cidade do país depois de Toronto (5,5 milhões), mas que para nós, habituados com a Terra da Garoa é um pinguinho de gente. A vantagem, segundo meu ponto de vista, é que Montreal é uma cidade de imigrantes, andando na rua você vai encontrar um monte de gente falando tudo que é língua, menos inglês e francês, além de sempre ouvir algum brasileiro falando alto :)&lt;/p&gt;

&lt;h4 id=&quot;transporte&quot;&gt;Transporte&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O sistema de transporte público é bem ok, o metrô é bom o suficiente, pelo menos no centro da ilha, e os ônibus nunca estão cheios. Eles tem um sistema parecido com o Bilhete Único chamado Opus, paga-se C$77/mês e se pode andar de metrô e ônibus o quanto quiser, é o que eu faço. Durante a primavera e o verão o povo gosta de andar de bicicleta e caminhar, no frio todo mundo se esconde, mas é uma cidade onde o povo caminha muito. Quem mora na ilha não precisa de carro, quando a coisa aperta dá para alugar ou se associar a empresas que fazem car sharing, pagando uma taxa anual e uma taxa por hora de uso, é bem ok, mas ainda não fiz o meu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A cidade tem muitas atividades, parques e coisas para fazer, eu sou bem caseiro para desespero da minha &lt;del&gt;esposa&lt;/del&gt;mulher, mas quem gosta de passear tem um prato cheio, quando está quente tudo que fica a céu aberto fica lotado de gente, e quando está frio os shoppings bombam.&lt;/p&gt;

&lt;h4 id=&quot;segurança&quot;&gt;Segurança&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Até onde consta, ter filhos aqui é uma coisa boa, o governo dá um monte de isenções e a educação, até onde sei, é boa. O lugar é super seguro, se esse &lt;a href=&quot;https://maps.google.ca/maps/ms?ie=UTF8&amp;amp;oe=UTF8&amp;amp;msa=0&amp;amp;msid=203823574004532968407.0004b6f6e9f4305bd0eb8&quot;&gt;mapa de assassinatos estiver correto&lt;/a&gt;, eles tiveram &lt;strong&gt;28&lt;/strong&gt; em 2012, ou seja, não se compara aos de São Paulo, que aparentemente passam de 3.000/ano. Nunca ouvi falar de roubos, aparentemente o maior problema são os furtos de bicicleta, nunca deixe sua magrela sem cadeado por aqui :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;toronto&quot;&gt;Toronto&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Só fui à Toronto uma vez mas gostei bastante, me lembrou de São Paulo, tem muito mais torres de vidro e gente, mas não sei se é bom morar por lá. Até onde consta as comunidades de software são maiores e as empresas de TI mais dinâmicas, alguns amigos trabalham por lá e acredito que seja melhor para trabalhar do que Montreal, mas a parece que a vida aqui é mais sossegada. Além disso, Toronto funciona num ritmo americano, o povo é apressado e direto ao ponto, aqui em Montreal é aquela coisa mais latina e complicada, mais cheia de drama, e talvez menos eficiente, me lembra bastante o Brasil por sinal.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;minhas-recomendações&quot;&gt;Minhas recomendações&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para quem trabalha com TI, especialmente para quem usa ferramentas da moda, gosta de comunidades e valoriza muito seu trabalho, como eu, acho que o Canadá, ou pelo menos Montreal, é uma opção ruim. Hoje eu provavelmente pensaria melhor antes de vir para cá, acho que tentaria ir para Toronto ou ir de vez para Meca, aka San Francisco (que é incrível, diga-se de passagem).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Porém, a vida aqui é muito boa para quem quer curtir um rítmo menos maluco, com muito menos stress, numa cidade com muto verde e gente saudável, dá raiva/inveja de ver a quantidade de gente correndo nas ruas todo dia por aqui. A vida é mais simples, tem um monte de atividades para fazer e o povo, em geral, é bem gente boa. Se você busca qualidade de vida em detrimento de uma carreira motivante em TI (segundo o meu critério de motivante), aqui é um bom lugar para se viver.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu tive muita sorte e nós nos preparamos bem para fazer a viagem, isso ajudou muito, não se iluda pensando que vir para cá é um mar de rosas e super fácil, a vida aqui, pelo menos sob meu ponto de vista, é mais difícil que no Brasil, mas tenho que descontar o fato de não ter uma boa rede de contatos por aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Considere tudo o que falei e não acredite cegamente em nada, tudo que escrevi é influenciado pelas minhas experiências aqui, não é uma análise imparcial, e cada pessoa tem um jeito diferente de encarar as coisas, se você vier para cá espero que goste e seja muito feliz, apesar das minhas reclamações Montreal é uma boa cidade para se viver, mas certamente não será a cidade onde irei me aposentar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se quiser informações específicas, deixe um comentário, mande um tweet para &lt;a href=&quot;http://twitter.com/rafaelrosafu&quot;&gt;@rafaelrosafu&lt;/a&gt; ou mande e-mail, eu pretendo atualizar esse post com mais informações ao longo do tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;P.S.: Mudei “esposa” para “mulher” a pedido da minha esposa :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;P.P.S.: Esse post foi &lt;a href=&quot;https://gist.github.com/rafaelrosafu/5573692&quot;&gt;originalmente publicado como um gist&lt;/a&gt;, obrigado a quem deixou comentários.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2011/06/04/viagem-aos-eua-invasoes-barbaras</id>
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	    <title>Minha viagem aos EUA - Invasões Bárbaras</title>
	    <published>2011-06-04T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-06-04T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar de todas as coisas ruins, há pontos positivos. O trânsito dos lugares, apesar de meio carregado, é bem mais civilizado do que aqui no Brasil, o pessoal parece que respeita mais é achei tranquilo dirigir por lá, e tem muitas faixas de pedestre. Em San Francisco, fiquei impressionado com a quantidade de bicicletas circulando pelas ruas, bikes em todos os lugares, em especial na recepção das empresas de tecnologia, que em geral tem um lugar especial para os funcionários guardarem as suas. Lembrei muito do Shadowmaru e adoraria que as empresas daqui seguissem o exemplo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro ponto positivo foi a comida, comi muito bem e com preços bastante justos em vários lugares, mas tenho 3 indicações especiais. A primeira é a Cheesecake Factory, onde o prato principal é, obviamente, cheesecakes, e eles tem dúzias de variações. Acabei comendo dois, um com cobertura de cereja e outro com Oreo, e ambos estavam bons, apesar da cobertura de cereja deixar a desejar. Numa dessas ocasiões comi também uma Shepard’s Pie, que estava extremamente gostosa e ainda era gigante. Recomendo mesmo, bem gostoso e ainda por cima tem um preço bem ok, sem falar que a de San Francisco fica num terraço que tem uma vista bonita, vale a visita.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A segunda dica é a Boudin Bakery, uma rede de padarias de San Francisco que tem o melhor bagel que comi e provavelmente é um dos melhores pães que já comi na vida. Recomendo pedir um bagel com passas tostado e creamcheese a parte, é uma combinação divina, e eles tem um bolinho/cookie que chamam de macarons de amêndoas, que são diferentes da versão francesa, mas são muito gostosos, queria comer vários. Para fechar com chave de ouro, fazem café-com-leite como ninguém, eu tomava café lá todos os dias, ir à Starbucks com uma Boudin por perto é um sacrilégio.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;off-the-strip&quot;&gt;Off the Strip&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A última dica eu devo ao Fernando Zangrande, que calhou de estar em Vegas para a Interop e foi meu cicerone na cidade, me apresentando os lugares, me dando carona e ainda me passando todas as dicas de onde comprar o que, gastei uma boa grana a mais por culpa dele :) Até onde consta, o Zangrande é um apreciador de restaurantes, e sempre que viaja faz uma listinha de lugares bacanas para visitar, baseada especialmente no TripAdvisor. Nessa lista apareceu o &lt;a href=&quot;http://www.tripadvisor.ca/Restaurant_Review-g45963-d1108052-Reviews-Off_the_Strip_Southern_Highlands-Las_Vegas_Nevada.html&quot;&gt;“Off the Strip - Just Real Food”&lt;/a&gt;, que foi uma experiência, no mínimo, inusitada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O lugar fica meio longe da Strip, tipo umas 8 milhas, tem que ir de carro, mas vale a pena. É um restaurante que fica dentro de um dos shopping centers deles, que não são como os nossos, e quem vê de fora não dá um centavo, é bem pequeno, tem no máximo 10 mesas e um balcão, mas as apararências enganam, e muito. O atendimento é muito bom, os donos/chefs/sei lá ficam no salão o tempo todo, recebem e conversam com os clientes, explicam o cardápio e recomendam coisas para comer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No nosso caso, se não me engano, comemos Rolled New York, Sweet Chili &amp;amp; Bacon Prawns e Lamb Chops, servidos com um couvert de pães deliciosos, uma salada Ceasar bem ok e cervejas artesanais americanas, nada de Bud Light ou Coors. Todos os pratos pareciam saídos dos reallity shows de cozinha que se vê na TV, um Top Chef da vida, e eram absurdamente deliciosos. Não costumo me arriscar a comer coisas bizarras, mas digo que tudo o que comemos por lá foi incrível, não consigo explicar de tão bom que era, e fico com água na boca. No fim, não resisti e pedi um cheesecake tradicional, e digo que quase morri de tão bom que era. Foi de longe a melhor refeição que tive nos últimos tempos, valeu cada centavo, e digo que foi bem barato, acho que ficou uns US$ 70, nada demais dado o nível do restaurante e a quantidade de comida. Se você for à Vegas e não visitar o Off the Strip, tenha certeza que sua viagem foi perdida.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;encerrando&quot;&gt;Encerrando&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Esses foram os pontos altos e baixos da viagem, Los Angeles, infelizmente, foi decepcionante do começo ao fim, ainda bem que fiquei pouquíssimo tempo por lá. Depois dessa viagem tenho certeza que voltarei mais vezes para San Francisco e talvez para Vegas só para comer no Off the Strip, e ainda quero conhecer mais cidades como Seattle, New York, Washington e Chicago, meus preconceitos foram bastante reduzidos e isso é bom.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;hiato-de-18-meses&quot;&gt;Hiato de 18 meses&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Originalmente estava previsto acabar essa série falando sobre a Pivotal Labs, mas eu nunca cheguei a escrever esse post e já se passou muito tempo, tanto que ela acabou sendo comprada pela EMC e sabe-se lá o que vai acontecer.&lt;/p&gt;
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	    <title>Minha viagem aos EUA - O Declínio do Império Americano</title>
	    <published>2011-06-03T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-06-03T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aviso: essas são as minhas opiniões, baseadas nas minhas posições políticas, filosóficas e preconceitos. Ninguém é perfeito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de uma ótima experiência em San Francisco, fui à um evento em Las Vegas, a Interop, e foi então que tudo aquilo que eu pensava que não veria mais nessa viagem apareceu. Las Vegas é, para ser pouco contundente, a materialização da decadência. Ao chegar fui saudado por um monte de caça-níqueis no saguão do aeroporto, e daí em diante foi ladeira a baixo. Todas aquelas imagens de pessoas rosadas, extremamente gordas e bizarras que algumas pessoas me contavam que viam nas viagem e começava a imaginar serem exageros começaram a aparecer, e em grandes quantidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todo o mau gosto que pensei ser exageros dos filmes sobre a cidade se revelaram reais, tudo naquela cidade é falso, da grama à Estatua da Liberdade à Torre Eiffel que tem na Strip, não tem um centímetro daquele lugar que se pareça com um lugar habitado por pessoas reais. Quer dizer, até você começar a reparar nas pessoas que trabalham lá. Sabe aquela cena de filme de cassino, onde o protagonista entra num salão incrivelmente bem decorado, cheio de luzes e com garçonetes lindas e sorridentes trazem incríveis drinks coloridos em taças de martini para ele? Pois bem, as luzes estão lá, em dose dupla, todo o resto é falso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dizer que a decoração é brega é ser bonzinho, exceto nos cassinos mais novos e caros, como o Aria e o Ceasar’s Palace, todos os outros tem uma decoração que remete aos anos 70 (ou antes) e sempre são extremamente exagerados. Quem mora em São Paulo se habituou a não saber o que é cheiro de cigarro a não ser que seja fumante, e não vê mais ninguém fumando em restaurantes ou bares, pois bem, não é isso que acontece em Vegas: é permitido fumar na maioria dos lugares. Não sou super anti-tabagista, mas lá é ridículo, muita gente fumando a toda hora, parece uma balada sem fim, e o cheiro, apesar de ser menos intenso do que esperava, está em todo lugar. Além do cigarro, muita bebida, Las Vegas é um dos pouco lugares onde é permitido beber na rua, mas ao invés de long necks e latinhas de cerveja, você vai ver dezenas de pessoas com copos plásticos de meio metro com dakiri, que pelo que entendi é um tipo de raspadinha, em todos os lugares, e tem gente que anda com copos desse negócio que tem 1 metro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não dá para ficar longe dos cassinos, afinal, a cidade foi construída para eles. Tem caça-níqueis em todos os lugares, dos mais variados tipos e temas, de homens das cavernas à Barbie e Star Wars, é bizarro. Os jogos clássicos, Blackjack, Roleta, Craps (Dados) e Poker também estão por toda parte, e existem versões eletrônicas deles. Eu joguei um pouquinho para saber como é, e fico feliz de não ter ficado muito tempo, é um negócio bem viciante, o dinheiro vai embora fácil e rápido, se você não se cuidar e limitar a quantidade de dinheiro que carrega, pode fazer grandes estragos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma coisa que me deixou bem mal nos cassinos foi ver as pessoas que estavam por lá. Você via grupos de estudantes em alguns lugares, parece que era a época do Spring Break, e vira e mexe encontrava um grupo de rapazes que devia estar fazendo a despedida de solteiro de alguém e também grupos de moças com grinaldas fazendo a mesma coisa. Mas entre essas pessoas bêbadas e aparentemente felizes, outras dezenas, ou centenas, de velhinhos jogando sem parar. Eles se sentam nos caça-níqueis, colocam uma espécie de cartão de crédito na máquina que tem um cordão preso à camisa, pedem um drink, acendem um cigarro e ficam por lá horas a fio, olhando os números girarem sem parar, apertando os botões como se estivessem hipnotizados. Acho que o pior foi ver uma cena dessa com um velhinho numa cadeira de rodas e um tubo de oxigênio do lado, acho que ele só não estava fumando, o resto era igual. Mortos vivos gastando sua aposentadoria, muito triste.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As garçonetes dos cassinos definitivamente não se parecem com as dos filmes, em geral já passaram dos 40 e sua beleza ficou num passado distante, mas infelizmente as roupas curtas não. Os crupies não são pessoas simpáticas e conversadoras, na verdade são bem ranzinzas, o tempo todo parecem que estão doidos para ir para casa fazer outra coisa, é nítida a falta de ânimo, e por algum motivo que desconheço, a maioria parecem ser imigrantes asiáticos, tive essa impressão porque eles falavam entre si em alguma língua incompreensível e, bem, eram asiáticos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além das línguas orientais, muito espanhol, os outros garçons e atendentes em geral eram hispânicos e também falavam entre si em espanhol, aliás, essa é a regra em todos os lugares que fui. Em San Francisco fui a uma área que se chama Mission, e quando andava pela principal avenida do lugar, de repente, sumiram todas as placas em inglês e tudo passou a estar escrito em espanhol, parecia que tinha entrado no México, foi uma experiência muito estranha. Muita gente fala inglês com um sotaque pesado, e você vê influências dos imigrantes em todo lugar, aquela coisa Wysteria Lane eu só vi quando fui ao Facebook, que fica em Palo Alto, e aí sim vi aquele esquema de suburbios dos filmes, mas mesmo assim, gente falando espanhol em todos os lugares.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na Strip, o que me chamou a atenção também foi a quantidade de propaganda de “scorts”. É comum andar pela rua e ver uma caminhonete passar com um poster gigante de mulheres de bikini, com telefones e frases ofercendo “companhia” para quem quiser. Parece que em Vegas esse tipo de atividade é permitido, mas, como eles são uma sociedade muito “avançada e tradicional”, proíbem a prostituição. Ou seja: ser scort é ok, mas oficialmente é só para oferecer companhia, apesar de na prática tudo acontecer como em todos os lugares do mundo. Além das caminhonetes, dezenas de grupos de pessoas ficam oferecendo cartões com os números de agências e garotas no meio da rua, é bastante constrangedor, especialmente porque eles fazem isso no meio das famílias que passeiam com seus filhos no procurando a próxima loja de doces. A hipocrisia impera.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando visito cidades novas, gosto de andar a pé e em transporte público, especialmente metrô, é um ótimo jeito de ver os “nativos no seu habitat natural” e entender melhor como seria viver no lugar, e ao fazer isso notei que nos EUA há muito mais pessoas pobres do que imaginava. Nunca tive ilusões de que o tal “primeiro mundo” fosse um lugar perfeito, vi isso pela primeira vez quando morei em Paris, e os EUA não são exceção, aquela idéia de que lá tudo é perfeito e que é um país onde todos são ricos é uma ilusão dos seriados e filmes americanos, o povo que trabalha nos empregos nada chiques é pobre como o pessoal que faz os mesmos serviços aqui, para variar, o país é ótimo para quem tem grana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Também vi muitos moradores, alguns lugares de SF e LA eram bem complicados, mas pelo menos eram reais, Vegas tem uma área mais antiga que é bem estranha, tem casinos antigos, mal conservados, onde o clima de decadência é ainda pior, e o povo jogando sem parar tem um ar doentio. O lado B é real, o lado A é a Disneylandia: tudo falso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No próximo post vou falar sobre as coisas boas que descobri por lá.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2011/06/02/viagem-aos-eua-ipad</id>
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	    <title>Minha viagem aos EUA - iPad</title>
	    <published>2011-06-02T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-06-02T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como comentei anteriormente, durante a viagem me propus um desafio: ficar duas semanas sem notebook, usando apenas um iPad para me manter conectado ao mundo. Parte disso era para carregar menos coisas, iria trazer um iPad para minha esposa e não queria levar um notebook na bagagem, e também para ver se o mundo Mac é esse negócio tão incrível quanto falam, porque, apesar da maioria dos meus amigos usarem Macs, eu não mesmo nunca usei por períodos mais longos que 1 hora, essa viagem me daria uma oportunidade de viver com os iGadgets 24 horas por longos períodos, sem os meus Androids por perto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No fim, o iPad foi uma surpresa: ele era muito pior do que imaginava, foi uma decepção absurda. Não bastasse a dificuldade que foi para comprar a tralha (tive que ir 3 vezes à loja), e a grana que gastei (US$ 900 no total, por um iPad 3G 16 GB mais capa de couro, teclado e adaptador HDMI), ele me decepcionou imensamente. O teclado virtual do iOS é uma coisa medonha, não sei como alguém consegue utilizá-lo por mais de 2 segundos, e para piorar não posso escolher outro como faço no Android, onde já experimentei vários teclados diferentes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A AppStore é muito ruim, tão ruim quanto a do Android, não sei porque elogiam aquele negócio, a burocracia para se conseguir uma conta por lá é grande, as informações sobre apps é de baixa qualidade e achar novos programas é um parto, e dado o lock-in absurdo, não tem para onde correr, só há um canal e temos que engolí-lo, não tem choro nem vela. O tal Genius é uma piada, poucas recomendações apesar das centenas de milhares de apps, vou dar um desconto porque imagino que melhore com uso prolongado, mas ainda tive dificuldades imensas para conseguir configurar minha conta corretamente e usar gift cards para compras, mas acho que um dos piores pontos é o Safari, que browser mixuruca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No meu Galaxy, passo a maior parte do tempo com o browser aberto, no caso uso o Dophin HD (recomendo), que, apesar de usar a engine do browser nativo, traz várias facilidades de navegação que o deixam parecido com o Chrome, em especial a navegação por abas e o speed dial, que são bookmarks que aparecem quando você cria uma nova aba. O Safari do iOS é patético, ruim de utilizar, com botões pequenos, difícil de trocar entre abas e o pior é o zoom de texto, ou melhor, a falta de algo realmente útil. No Android, dois taps no texto faz com que o browser faça zoom e ajuste o texto para caber corretamente na tela, alterando sua disposição se necessário, não consegui fazer isso funcionar no Safari, e sem isso é impossível ler artigos no browser. Para arrematar, vários sites ficaram com as famosas caixinhas azuis por falta de Flash, do qual não sou fã, mas ele continua sendo usado em muitos sites. No quesito e-mail, ponto para a versão mobile do Gmail, porque aquele Mail app é uma vergonha de ruim, pastei horas até descobrir como apagava uma mensagem, “UX de primeira” my ass.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Comprei várias apps para ver se ajudava, incluindo o Penultimate, um bloco de notas para usar com stylus, e o Read It Later, que comprei para o Galaxy também, mas só o RIL foi útil, o outro não é uma Brastemp e acabei usando pouco, menos do que imaginava, uma pena. As coisas que realmente valeram a pena o dinheiro gasto foram os jogos, comprei o Infinity Blade, que é lindo é até que divertido, apesar de repetitivo, Street Fighter 4, que infelizmente é para iPhone e o zoom deixa meio zoado, mas é um excelente port, e mais alguns jogos mais genéricos, um chamado Samurai qualquer coisa me deixou bem interessado, mas a versão para Android não funciona em equipamentos Samsung. Também usei o Kindle, que é bem bom, e o Yelp, que me ajudou bastante por lá, mas nada do outro mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É triste pensar que um super computador como o iPad só é útil para jogos, a tela dele é maravilhosa, mas o resto não é nada demais. Não tive nenhum momento “It just works”, na verdade, achei que foi muito mais complicado usá-lo do que os meus Androids, e olha que eu fui com a mente aberta, ao ponto de aceitar uma eventual conversão à Igreja de Jobs, mas não rolou. Pode ser que eu tenha feito alguma coisa errada, o fato de não ter um notebook completo tenha me dado parte das dores de cabeça, mas dado que só conecto meus Androids na tomada, esperava uma experiência tão boa quanto no iOS, e não foi o que aconteceu. Um ponto que atrapalhou bastante foi o fato do 3G não ter funcionado, as gambi cortados com chips da T-Mobile não deram certo, então fiquei preso aos wi-fis da vida, mas até que estava bem servido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Resumo: duas semanas de sofrimento e irritação com um equipamento que é lindo, potente, caro e restritivo, não troco meu Galaxy por ele nem a pau. Chegando em casa ele foi para minha esposa, que o usa relativamente pouco, agora passou a usar mais porque achou uma revista de tricô que ela gosta, mas é extremamente sub-utilizado quando comparo com o meu Galaxy. Não foi dessa vez que o lado branquinho da força me pegou.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No próximo post vou falar das coisas que não gostei dos EUA, até a próxima.&lt;/p&gt;
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    </entry>
	
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2011/06/01/viagem-aos-eua-startups</id>
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	    <title>Minha viagem aos EUA - Startups</title>
	    <published>2011-06-01T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-06-01T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em primeiro lugar, mil desculpas por não postar aqui as coisas que aconteceram durante minha viagem, sou péssimo blogueiro itinerante, twittei várias coisas, mas não é o mesmo, e depois acabei me enrolando com um monte de coisas e não tive tempo/saco de escrever sobre tudo o que rolou por lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Posso dizer que tive boas e más surpresas. Foi bom ter visitado San Francisco primeiro e depois outras cidades, no caso Las Vegas e Los Angeles. Em SF vi várias coisas que me mostraram um lado positivo e legal dos americanos, lá meus preconceitos caíram por terra, conheci várias pessoas legais, simpáticas, não violentas, não preconceituosas, inteligentes e que sabiam que havia um mundo além das fronteiras dos EUA. Eu é que estava enganado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para não ficar um post akitado, vou dividí-lo em 5 partes: Startups, iPad, O Declínio do Império Americano, Invasões Bárbaras e Pivotal&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;startups&quot;&gt;Startups&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;San Francisco é uma cidade ótima, relativamente bonita, fácil de andar a pé, não é muito grande, o clima estava legal, e tive a oportunidade de conhecer várias empresas que admiro, entre elas o Twitter, o Heroku, o Facebook e a Pivotal Labs. Conheci essas empresas através de amigos, contatos ou um pouco de cara de pau :) Também fui à EngineYard e à Carbon Five em meetups que eles organizaram, e deveria ter visitado a ThoughtWorks e a Cloud.com, mas infelizmente não foi possível. Além disso, andei um pouco pela cidade e conheci alguns lugares interessantes, acho que um dos melhores foi a &lt;a href=&quot;http://www.thecheesecakefactory.com/&quot;&gt;Cheesecake Factory&lt;/a&gt; :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essas visitas foram muito boas, me renderam boas conversas e aprendi bastante, foi uma experiência muito legal, não daria para resumir tudo em pouco espaço. Se você quiser ter uma idéia de como é o ambiente das três primeiras que citei, (momento jaba) recomendo ouvir série “Conquistando o Vale do Silício” do Grok Podcast, onde conversamos com o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/#!/mynyml&quot;&gt;Martin Aumont&lt;/a&gt; que trabalha no Twitter, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/#!/ped&quot;&gt;Pedro Belo&lt;/a&gt; do Heroku e o &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/rodrigo&quot;&gt;Rodrigo Schmidt&lt;/a&gt;, o primeiro é canadense e os dois últimos são brasileiros, e foram super legais em conversar comigo e com o Brando sobre como é viver e trabalhar por lá, o processo de imigração, as burocracias e as coisas legais de cada empresa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Pivotal, eu acho que vale um post a parte, porque não conseguirei entrevistá-los para o Grok, já ninguém fala português por lá, mas é uma história que merece ser contatada, acho que foi um dos lugares mais interessantes e diferentes que conheci. Quanto a Engine Yard e a Carbon Five, os meetups não foram legais, tinha pouca gente e não rolou conversar com muita gente, então não dá para formar uma opinião sólida sobre elas, exceto que eles tem escritórios legais. Aliás, escritórios legais é o que eu mais vi.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O do Twitter é super legal, tem um refeitório bacaníssimo e gigante, e por mais que esteja lotado de gente, o lugar é silencisoso como uma igreja, achei bizarro. Foi divertido quando entramos no elevador e havia um grupo de engravatados nele. Depois que desceram o Martin me comentou que eles dividiam o prédio com o pessoal da AT&amp;amp;T e que era bem fácil saber quem trabalhava lá e quem era do Twitter: o pessoal do Twitter usava camiseta e bermuda e tinham várias tatuagens, o da AT&amp;amp;T eram os de cara amarrada :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O do Heroku é super cool, parece um armazém antigo com um mesanino, escadas de ferro e paredes de tijolos aparentes, e na cobertura do prédio tem até uma espécie de sacada onde o pessoal colocou alguns sofás e plantas, e ficam trabalhando de lá, o único inconveniente é aguentar o vento e o sol, que são inclementes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Facebook é gigante, parece um prédio da USP: um enorme retângulo de concreto no meio do verde, com quadras de basquete nos fundos, mas dentro é mais legal ainda. Os ambientes são totalmente abertos e o Rodrigo me falou que não há regras para se decorar as mesas ou mantê-las padronizadas, os funcionários podem alterar o ambiente como quiserem, o que inclui colocar cadeiras estranhas, plantas, fotos e até mesmo criar uma parede onde os visitantes podem escrever e deixar um recado, como eu fiz :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não preciso dizer que esses lugares estavam todos tomados de iMacs, Macbooks Pro, iPads, iPhones e Androids, algumas máquinas com Linux e nenhum Windows a vista. Podem falar o que quiserem, mas para mim isso é um indicador bastante forte do que se considera uma máquina útil numa empresa de tecnologia de ponta. Outra coisa que se via em todos os lugares eram suportes para bicicletas, todos os escritórios tinham alguns.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aproveito para agradecer ao Martin, ao Pedro, ao Rodrigo e ao &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fpripas&quot;&gt;Flávio Pripas&lt;/a&gt;, que me apresentou o Rodrigo. Também agradeço ao &lt;a href=&quot;http://twitter.com/cv&quot;&gt;Carlos Villela&lt;/a&gt;, que me ofereceu uma visita na TW mas não pude ir por causa da agenda, uma pena, queria muito ter conhecido o escritório deles.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No próximo post vou falar sobre minha experiência com o iPad, aguardem :)&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2011/05/01/experimentando-a-maca-na-california</id>
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	    <title>Experimentando a Maçã na California</title>
	    <published>2011-05-01T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-05-01T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem me conhece sabe que sou um grande hater da Apple, ainda não decidi se desgosto mais da Apple do que da Microsoft, mas acho que as duas coisas estão pau-a-pau. Como já comentei antes (acho) não desgosto deles porque não curto o design ou acho os produtos deles ruins, pelo contrário, são dois pontos fortes da Apple, mas fico puto com o esquema “walled garden” que impõem, em especial em relação aos produtos iOS. Nesse mundo, ou você só tem produtos Apple ou terá problemas, só se pode baixar programas da AppStore (e em breve, vamos ver se não fecham o Mac com o Mac AppStore), só se pode desenvolver com as ferramentas autorizadas, ainda que tenham relaxado algumas das exigências, e por aí vai, o lock-in é um problema, &lt;a href=&quot;http://rafaelrosafu.com/the-devil-is-the-lock-in&quot;&gt;como já comentei antes&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitos dizem que na verdade sou um apple maníaco enrustido, que tenho um Mac em casa e que sou louco por um iGadget da vida, mas tirando meu desejo por um notebook com uma bateria decente, não me importo com as coisas deles, mas também nunca usei seus aparelhos por muito tempo para poder criticá-los com experiência de verdade. Dado esse último ponto, e uma viagem que farei para os EUA nas próximas semanas, decidi que vou fazer um teste: &lt;strong&gt;vou viver essas duas semanas apenas com um iPad&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Antes que caiam de pau me trollando, e sei que isso vai acontecer não importa o que eu diga, o iPad é um presente para minha esposa, quem me conhece sabe que tenho um Galaxy Tab que arrasto para todo canto e sempre falo bem dele, não tenho a menor intenção em trocá-lo, mas como vou precisar comprar o iPad, porque não testá-lo? Dessa forma vou ter tempo suficiente para usá-lo e comparar com meus Androids, e ter uma opinião baseada em experiência concreta.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;a-viagem&quot;&gt;A Viagem&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Aliás, essa viagem promete ser muito boa. Na primeira semana estarei, teoricamente, em férias, e vou ficar em San Francisco, capital do mundo tech, visitando startups e afins, tentando passear um pouco e descobrindo como é a vida na América do Norte, apesar que me disseram que San Francisco, assim como New York, são muito diferentes do resto do país.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Graças a alguns amigos e contatos, pretendo visitar as seguintes empresas: &lt;a href=&quot;http://twitter.com&quot;&gt;Twitter&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://pivotallabs.com&quot;&gt;Pivotal Labs&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://heroku.com&quot;&gt;Heroku&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://facebook.com&quot;&gt;Facebook&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://thoughtworks.com&quot;&gt;Thoughtworks&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://cloud.com&quot;&gt;Cloud.com&lt;/a&gt; e talvez &lt;a href=&quot;http://engineyard.com&quot;&gt;Engine Yard&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://carbonfive.com&quot;&gt;Carbon Five&lt;/a&gt;. A idéia é ver ao vivo como essas empresas trabalham e tentar aprender alguma coisa com elas, além de desmistificá-las, afinal, não existem empresas perfeitas. Se tudo der certo vou escrever um post para cada visita, onde vou falar como foi e quem foi o santo que me deixou entrar, além de tentar arrumar algumas entrevistas para o &lt;a href=&quot;http://grokpodcast.com&quot;&gt;Grok Podcast&lt;/a&gt;. Se você tiver alguma outra empresa para indicar e tiver um contato quente lá dentro que queira passear com um gringo, me avisem :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois dessa semana de estudo (porque descanso mesmo eu acho que não vou ter nenhum), vou para Las Vegas para o &lt;a href=&quot;http://www.interop.com/lasvegas&quot;&gt;Interop&lt;/a&gt;, pela &lt;a href=&quot;http://locaweb.com.br&quot;&gt;Locaweb&lt;/a&gt; (valeu!!!). O evento reúne empresas que atuam em todas as áreas de cloud computing e TI em geral, e vai ter um pré-evento de dois dias só sobre cloud, o &lt;a href=&quot;http://www.interop.com/lasvegas/conference/cloud-computing-summit.php&quot;&gt;Enterprise Cloud Summit&lt;/a&gt;, que deve ser interessante, e obviamente vai me ajudar no meu trabalho diário. Vou tentar blogar a respeito também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois, vou de carro para Los Angeles, onde fico três dias vendo lugares de cinema e depois volto para casa, provavelmente morto de exaustão, mas vai valer a pena :) Fiquem ligados no meu Twitter para acompanhar as novidades.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;a-maçã&quot;&gt;A maçã&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para ir leve (e voltar pesado) não vou levar meus gadgets, pretendo comprar um iPad por lá e usá-lo para ficar conectado, descobrindo se as coisas da Apple são tão boas e viciantes quanto meus estimados colegas (estou olhando para vocês &lt;a href=&quot;http://twitter.com/akitaonrails&quot;&gt;Akita&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabiokung&quot;&gt;Kung&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fnando&quot;&gt;Nando&lt;/a&gt;) fazem parecer. Não sei se um iPad sem um Mac é muito útil, espero que não seja necessário ter os dois para sobreviver, mas é parte do teste, afinal, eu liguei meus aparelhos Android no meu computador apenas umas duas vezes até hoje.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dado que uso bastante meu Galaxy, acho que vou ter uma boa comparação, vou realizar as mesmas tarefas que faço nele e ver no que dá. No caso, as principais coisas são: ver e-mails (particular e da empresa), twittar, blogar (a cada milênio), navegar, ler muitos e muitos posts (parece que tem &lt;a href=&quot;http://readitlaterlist.com/iphone/&quot;&gt;Read It Later para iPhone&lt;/a&gt;, vamos ver se roda no iPad) e usar um pouco a AppStore, para ver se é tão melhor assim do que o Android Market.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Conforme a experiência for andando, eu reporto. Um último pedido, torçam por mim, não sei se vou conseguir comprar o diabo do tablet, parece que os estoques ainda estão baixos e tem filas homéricas, mas vamos ver se um infiél dá sorte nessas horas. Se tiverem dicas de apps e coisas para eu testar, me mandem um tweet em &lt;a href=&quot;http://twitter.com/rafaelrosafu&quot;&gt;@rafaelrosafu&lt;/a&gt;. Se eu não ver os tweets é porque dei azar em alguma parte do processo :)&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2011/01/01/meu-ambiente-de-desenvolvimento-em-7-itens</id>
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	    <title>Meu ambiente de desenvolvimento em 7 itens</title>
	    <published>2011-01-01T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2011-01-01T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O &lt;a href=&quot;http://twitter.com/anderson_leite&quot;&gt;Anderson Leite&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/qmx&quot;&gt;QMX&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/guilhermecaelum&quot;&gt;Guilherme Silveira&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/vinibaggio&quot;&gt;Vini Baggio&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mfcastellani&quot;&gt;Marcelo Castelani&lt;/a&gt;, o Prodis e mais um monte de gente começaram a brincadeira de compartilhar como é seu ambiente de desenvolvimento. O Abstract-J me colocou na roda, então aqui vai o meu.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;termo-anti-trollagem&quot;&gt;Termo anti-trollagem&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Como os mais chegados sabem, atualmente não estou codando, desde que passei a ser o product owner da nossa equipe não encosto mais em código na empresa, minha máquina (Ubuntu) só tem e-mail e Excel (via Wine) abertos o tempo todo, e ando meio preguiçoso para codar em casa, exceto por uma brincadeira ou outra com Android, mas nada sério.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;1-sistemas-operacionais&quot;&gt;1. Sistemas operacionais&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nesses quase 16 anos nessa indústria vital, trabalhei a maior parte do tempo com Windows, depois de uma boa dose de DOS, mas passei a detestar o ambiente e no momento só uso Windows nas máquinas dos outros, e a contra gosto. Minhas máquinas (notebook e desktop do trabalho) só uso &lt;strong&gt;Ubuntu&lt;/strong&gt;, nem dual-boot, e faço isso desde a versão 8.04 e sempre a mantenho atualizada. Não sou um profundo conhecedor de Linux, sou bem noob, mas gosto bastante dele e aprendi muito desde que comecei a utilizá-lo. Recomendo para quem ainda está preso na terra das janelinhas.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;2-linguagens-de-programação&quot;&gt;2. Linguagens de programação&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ruby, Ruby, Ruby!&lt;/strong&gt; Adoro Ruby, é a linguagem que me trouxe mais felicidade até hoje, sou pouquíssimo pragmático em relação a linguagens, uso as que me deixam mais feliz, e nenhuma bateu o Ruby até hoje (já passei por COBOL, Clipper, Pascal, Delphi, C#, Javascript, e mais algumas). Tenho brincado um pouquinho com Java por causa do Android, mas não conheço bem o framework e acho bem feio. Linguagens feias perdem muitos pontos comigo.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;3-editor&quot;&gt;3. Editor&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Quando usava Delphi e C#, e agora Java, uso as IDEs padrão, não tem muito jeito, são bibliotecas muito complexas para não usar autocompletes e coisas do tipo, mas com Ruby, eu só uso o velho e bom &lt;strong&gt;Gedit&lt;/strong&gt;, com o &lt;a href=&quot;https://github.com/gmate/gmate&quot;&gt;Gmate&lt;/a&gt;, um conjunto de extensões bacanas para Ruby/Rails, recomendo. Até estava pensando em estudar Vim (culpa do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/PotHix&quot;&gt;PotHix&lt;/a&gt;), mas fiquei com preguiça de decorar 300 shortcuts.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;4-terminal&quot;&gt;4. Terminal&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Como bom Linux noob, uso o &lt;strong&gt;Bash&lt;/strong&gt; padrão com algumas poucas modificações no .bashrc para mostrar o repositório do Git atual e também se tem arquivos modificados (com uma caveirinha), e uso um esquema de cores de terminal old school, preto no verde, me lembra os monitores de fósforo verde de quando comecei :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;5-controle-de-versão&quot;&gt;5. Controle de versão&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Git, é claro. Há muito tempo usei tralhas como SourceSafe e SVN, mas não dá para levar essas coisas a sério, é quase “tão bom” quanto zipar arquivos e guardar em disquetes.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;6-browser&quot;&gt;6. Browser&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Por muito tempo usei o Firefox, mas ultimamente só tenho utilizado o Chrome, é muito mais rápido, leve, isola corretamente as páginas e tem bons addons, apesar de eu não ser um viciado em extensões.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;7-software&quot;&gt;7. Software&lt;/h2&gt;

&lt;ul&gt;
  &lt;li&gt;Wine (para rodar WoW e Excel)&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;TweetDeck como Chrome App&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Synapse (Quicksilver para Ubuntu)&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Dropbox&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Skype&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;h2 id=&quot;bônus---música&quot;&gt;Bônus - Música&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Não entendo nada de música, mas gosto de ouvir alguma coisa de vez em quando, e ultimamente uso o &lt;a href=&quot;http://grooveshark.com&quot;&gt;Grooveshark&lt;/a&gt; VIP para não ter que me preocupar com baixar as coisas. Tem muitas músicas e uma interface legal, o esquema de rádio dele é mais legal do que o da last.fm, e vale muito os US$ 3 mensais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É isso, espero que esse seja o primeiro de muitos posts de 2011, preciso voltar a postar com frequência, aproveitando &lt;strong&gt;Feliz 2011!&lt;/strong&gt;. Convido o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/scalone&quot;&gt;Thiago Scalone&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fnando&quot;&gt;Nando Vieira&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/grasselli&quot;&gt;Bruno Grasseli&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fmeyer&quot;&gt;Fernando Meyer&lt;/a&gt; à compartilharem seus ambientes de desenvolvimento.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/09/26/papo-rapido-com-randy-shoup-na-qconsp-2010</id>
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	    <title>Papo rápido com Randy Shoup na QConSP 2010</title>
	    <published>2010-09-26T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-09-26T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nos dias 11 e 12 de Setembro de 2010 aconteceu a primeira &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.qconsp.com/&quot;&gt;QCon São Paulo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, organizada pela &lt;a href=&quot;http://www.caelum.com.br/&quot;&gt;Caelum&lt;/a&gt;, que é a mantenedora do &lt;a href=&quot;http://www.infoq.com.br&quot;&gt;InfoQ Brasil&lt;/a&gt;. O evento é a versão nacional, e oficial, do famoso &lt;a href=&quot;http://qcon.infoq.com/&quot;&gt;QCon&lt;/a&gt;, que acontece todos os anos em San Francisco e em Londres, uma conferência de desenvolvimento e arquitetura de software, e contou com &lt;strong&gt;mais de 700 de participantes que assistiram 40 palestras divididas entre 6 tracks&lt;/strong&gt;, ainda tivemos vários Lightining Talks e excelentes happy hours :) Recomendo que vocês leiam o &lt;a href=&quot;http://blog.caelum.com.br/2010/09/17/qconsp-2010-como-foi-o-principal-evento-de-arquitetos-e-desenvolvedores-no-brasil/&quot;&gt;resumo da QConSP no blog da Caelum&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tivemos vários palestrantes vários internacionais, e tive a oportunidade de falar com dois deles após suas palestras. O primeiro foi &lt;a href=&quot;http://www.linkedin.com/pub/randy-shoup/0/6a0/5a9&quot;&gt;Randy Shoup&lt;/a&gt;, Distinguished Architect do eBay (o que acredito ser algo como o engenheiro-chefe do lugar). Em sua palestra, &lt;a href=&quot;http://www.slideshare.net/RandyShoup/more-best-practices-for-largescale-websites-lessons-from-ebay&quot;&gt;“Best Practices for Large-Scale Web Sites – Lessons from eBay”&lt;/a&gt;, ele mostrou os números e os desafios absurdos dos sistemas do eBay (veja o segundo slide para ter uma noção da escala), e explicou as lições que aprenderam para lidar com esse monstro, uma boa apresentação muito instrutiva.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Porém, ao fim da apresentação, fiquei com algumas dúvidas e consegui conversar rapidamente com ele. Um dos itens que ele repetiu dezenas de vezes foi a importância de se desenvolver sistemas resistentes à falhas e com dezenas de alternativas para evitar problemas que, inevitavelmente irão acontecer. Muitas pessoas, leia-se, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Pointy-haired_Boss&quot;&gt;PHBs&lt;/a&gt;, acham que esse tipo de preocupação é um exagero, e classificam investimentos de tempo e dinheiro nisso como desperdício.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas no fim, é um problema estatístico: se você tem 10 mil aplication servers e mil instâncias de bancos de dados, mais cedo ou mais tarde você vai ter problemas. Minha primeira pergunta foi: &lt;strong&gt;na prática, esses problemas acontecem regularmente?&lt;/strong&gt; Ele me disse que &lt;strong&gt;sim, é normal haver problemas&lt;/strong&gt;, que vão desde falhas de infra e conexão, até erros em programas e falhas de deploy. Graças as medidas tomadas, a maior parte dos problemas são evitados. A resposta só seria melhor se ele tivesse números para termos uma noção melhor da escala dos problemas :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ok, essa resposta era esperada, dado o conteúdo da apresentação. Outra questão é que, segundo as informações da palestra, os sistemas que hoje estão em operação começaram a ser desenvolvidos em 2001 (minha memória é péssima), ou seja, são sistemas relativamente antigos. Naquela época testes automatizados e as preocupações incessantes com qualidade de código e boa arquitetura eram muito menos difundidas do que hoje, então perguntei a ele: &lt;strong&gt;dada a idade do sistema, como é a qualidade do código?&lt;/strong&gt; Ele confirmou minhas suspeitas, disse que &lt;strong&gt;os sistemas mais antigos não tem os padrões de qualidade que sonhamos hoje em dia&lt;/strong&gt;, mas que eles investem tempo para consertá-los e melhorá-los e também substituí-los.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O fato deles terem reescrito os sistemas é um atestado de que mesmo corporações de tecnologia do tamanho deles precisam em algum momento parar e reavaliar a necessidade de um big rewrite. Concordo que big rewrites não devem ser comuns, ou mesmo a primeira opção, mas classificar todos eles como preciosismo técnico ou desnecessários é burrice.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda sobre a idade do sistema, perguntei sobre a grande quantidade de sistemas especiais, escritos para fazer coisas como uma real-time search engine e bancos de dados chave-valor. Hoje em dia temos dezenas de opções open ou closed source para essas necessidades, e apesar de que provavelmente nem todas elas serem boas o suficientes para a escala absurda deles, algumas deveriam diminuir a necessidade de reinventar a roda. Tendo isso mente perguntei: &lt;strong&gt;vocês usam soluções open source atuais como os bancos NoSQL (Redis, CouchDB, etc), linguagens além do Java (Ruby, Python, Erlang, etc) ou search engines como o Lucene ou coisas similares?&lt;/strong&gt; A resposta foi: &lt;strong&gt;sim, eles utilizam algumas dessas ferramentas&lt;/strong&gt;, na época em que desenvolvimento foi feito muitas dessas ferramentas não estavam disponíveis ou eram muito novas, e eles preferiram escrever muitos sistemas eles mesmos. Segundo Shoup, &lt;strong&gt;se o desenvolvimento fosse feito hoje, provavelmente utilizariam algumas delas&lt;/strong&gt;, e estão fazendo testes e experimentos com várias delas apesar da maioria dos sistemas em produção não utilizá-las.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi uma conversa bastante instrutiva, ele foi bem legal. Ouvir histórias de sucesso sem analisá-las, questioná-las ou colocá-las em contexto fazem as transformam em passatempo, perguntar faz toda diferença, e nos mostra que nem nessas empresas monstro os sistemas são perfeitos.&lt;/p&gt;
</content>
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/09/15/lancado-o-grok-podcast</id>
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	    <title>Lançado o Grok Podcast!</title>
	    <published>2010-09-15T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-09-15T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje é um dia muito importante, pelo menos para mim :) Hoje foi o lançamento de um novo projeto pessoal que estou tocando em conjunto com o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/carlosbrando&quot;&gt;Carlos Brando&lt;/a&gt;, do site &lt;a href=&quot;http://nomedojogo.com&quot;&gt;Nome do Jogo&lt;/a&gt; e responsável por trazer o &lt;a href=&quot;http://rubyinside.com.br&quot;&gt;Ruby Inside&lt;/a&gt; para o Brasil: o &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://grokpodcast.com&quot;&gt;Grok Podcast&lt;/a&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;grok&quot;&gt;Grok&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Grok&quot;&gt;Grok&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; é um termo inventado por &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein&quot;&gt;Robert Heinlein&lt;/a&gt;, famoso escritor de ficção norte americano, que em 1961 publicou o livro “&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Stranger_in_a_Strange_Land&quot;&gt;Um estranho numa terra estranha&lt;/a&gt;”, onde conta a história de um “marciano” que vem a terra e tenta entender nosso mundo. Lá pelas tantas ele conta que na cultura marciana há “grokar”, que significa “entender algo tão completa e profundamente que o observador e o objeto observado se tornam um só”. Pode parecer uma idéia estranha, meio Zen, mas faz muito sentido no contexto do livro e, acredito eu, é algo interesante para a vida real.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Stranger_in_a_Strange_Land&quot; title=&quot;A Stranger in a Strange Land - from Wikipedia&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/4/40/Stranger_in_a_Strange_Land_Cover.jpg&quot; alt=&quot;image&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entender as coisas profundamente é difícil, trabalhoso, leva tempo e, portanto, raro, mas compensa. Nosso objetivo não é &lt;em&gt;grokar&lt;/em&gt; tudo sobre qualquer assunto, mas tentar &lt;em&gt;grokar&lt;/em&gt; algumas coisas que gostamos como tecnologia, empreendedorismo, agilidade, e etc, e vamos compartilhar com vocês nossa jornada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Brando já tem bastante experiência com podcasts, ele e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/akitaonrails&quot;&gt;Akita&lt;/a&gt; faziam o &lt;a href=&quot;http://podcast.rubyonrails.pro.br/&quot;&gt;Rails Podcast Brasil&lt;/a&gt;, que deixou muita saudade, mas hoje, felizmente, temos vários sites com notícias sobre Ruby e a comunidade já é bem grandinha, e seu papel é menos crítico do que em 2008. Porém, eu sou novato em podcasts, então peço um desconto até que eu &lt;em&gt;groke&lt;/em&gt; esse negócio :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;sobre-o-podcast&quot;&gt;Sobre o podcast&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Nos primeiros episódios iremos falar sobre o &lt;a href=&quot;http://paypal.com&quot;&gt;Paypal&lt;/a&gt;, empresa do eBay que é sinônimo de serviços de pagamento pela web. Nos basearemos no livro “&lt;a href=&quot;http://www.foundersatwork.com/&quot;&gt;Founders at Work - Stories of Startups Early Days&lt;/a&gt;” da &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Jessica_Livingston&quot;&gt;Jessica Livingston&lt;/a&gt; que entrevistou &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Levchin&quot;&gt;Max Levchin&lt;/a&gt;, fundador do site, e contou como tudo começou e o que mudou na transição de startup desconhecida a monstro bilionário, muito bacana.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;agradecimentos&quot;&gt;Agradecimentos&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Gostaria de agradecer ao &lt;a href=&quot;http://twitter.com/x4ids&quot;&gt;Vinícius Machado&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://www.x4ids.com.br/&quot;&gt;X4-Internet Development Solutions&lt;/a&gt; e ao povo da &lt;a href=&quot;http://anathumana.com.br/&quot;&gt;Anathumana&lt;/a&gt; pela trilha sonora que fizeram para o podcast, ficou muito legal, e também ao &lt;a href=&quot;http://rafael.tauil.com.br/&quot;&gt;Rafael B. Tauil&lt;/a&gt; que fez o logotipo, que ficou muito da hora :) Também fica um muito obrigado à &lt;a href=&quot;http://webbynode.com&quot;&gt;Webbynode&lt;/a&gt;, que patrocinou nossos primeiros episódios, ajudou muito a fazer nosso podcast ficar legal logo no começo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nosso Twitter já está no ar, basta seguir &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://twitter.com/grokpodcast&quot;&gt;@grokpodcast&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, e se gostar de RSS, &lt;a href=&quot;http://grokpodcast.com/atom.xml&quot;&gt;basta clicar aqui para acessar nosso feed&lt;/a&gt;. Se tiverem sugestões de temas, melhorias ou qualquer coisa do tipo, por favor, deixem comentários ou entrem em &lt;a href=&quot;http://grokpodcast.com/contato&quot;&gt;contato pelo formulário do site&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você ou sua empresa quiser patrocinar o podcast, entre em contato.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/08/25/tdc-2010-cloud-ruby-e-muito-mais</id>
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	    <title>TDC 2010 - Cloud, Ruby e muito mais</title>
	    <published>2010-08-25T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-08-25T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nos últimos dias participei do &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2010/index.html&quot;&gt;The Developer’s Conference 2010&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (hashtag #TDC2010), organizado pela &lt;a href=&quot;http://globalcode.com.br&quot;&gt;GlobalCode&lt;/a&gt;. O evento teve nada menos que &lt;strong&gt;13 trilhas&lt;/strong&gt;, cada uma representando uma comunidade diferente (Arduino, Java, Web, Ruby, Python, Testes, Spring, noSQL, Agile, .NET, SOA &amp;amp; Cloud, JavaEE e Mobile), unidas com o objetivo de aprender mais e melhorar nossa área de atuação. Fui convidado para fazer duas apresentações, uma na trilha SOA &amp;amp; Cloud, organizada pelo &lt;a href=&quot;http://twitter.com/scaphe&quot;&gt;Felipe Oliveira&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://soaexpert.com.br&quot;&gt;SOA Expert&lt;/a&gt;, e outra na trilha de Ruby, organizada pelo &lt;a href=&quot;http://twitter.com/felipero&quot;&gt;Felipe Rodrigues&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://fratech.com.br&quot;&gt;Fratech&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;trilha-soa--cloud&quot;&gt;Trilha SOA &amp;amp; Cloud&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na primeira, na sexta-feira, fiz a apresentação “Cloud Computing: Cenário” abordei os conceitos básicos de cloud computing e me aprofundei um pouco mais em IaaS (Infraestructure as a Service), que é o que fazemos com nosso produto de Cloud Computing da &lt;a href=&quot;http://locaweb.com.br&quot;&gt;Locaweb&lt;/a&gt;, em especial suas diferenças em relação ao uso de infraestrutura não-cloud, que ainda é a regra. Também abordei como a cloud se relaciona com SOA, em especial como podemos explorar a transformação da infraestrutura em um serviço programavel. Infelizmente tive alguns problemas técnicos e errei o ritmo, então a apresentação não foi tão boa quanto gostaria, vou retrabalhá-la para evitar esses problemas. Ela apresentação pode ser vista abaixo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://prezi.com/liisqglmavzm/tdc-2010-cloud-computing-cenario/&quot; title=&quot;Cloud Computing: Cenário&quot;&gt;TDC 2010 - Cloud Computing: Cenário&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;http://prezi.com&quot;&gt;Prezi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;trilha-ruby&quot;&gt;Trilha Ruby&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;No sábado foi a vez da trilha de Ruby que, felizmente, tinha muitos iniciantes :) Nela apresentei “Dicas para começar com Ruby”, onde apresentei os porques, os conceitos e referências da comunidade Ruby de maneira geral, e indiquei livros e sites para quem está começando com Ruby e quer uma ajuda com o caminho das pedras. Obviamente, dada a complexidade do assunto, o que mostrei não é uma receita para se aprender Ruby e sim indicações de onde buscar essas informações para quem ainda não conhece o ecosistema e a história da comunidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como esse é um assunto que sempre me perguntam e a quantidade de referências é grande e muda muito , decidi criar uma nova página só para isso, que vai ficar fixa no site, e você pode acessá-la &lt;a href=&quot;http://rafaelrosafu.com/pages/referencias-de-ruby&quot;&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;. Abaixo segue a apresentação que fiz, mas assim com a de cloud, não faz muito sentido sem o que eu falei :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://prezi.com/rzwnhwb_5psw/tdc-2010-dicas-para-comecar-com-ruby/&quot;&gt;TDC 2010 - Dicas para começar com Ruby&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;http://prezi.com&quot;&gt;Prezi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;outras-trilhas&quot;&gt;Outras Trilhas&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;De maneira geral o evento foi muito bacana, com várias palestras interessantes, um grande público e uma excelente organização. Infelizmente, com 4 ou 5 trilhas simultâneas, é impossível acompanhar tudo o que aconteceu, mas um ponto legal foi que algumas palestras foram realizadas no auditório da Anhembi Morumbi, e elas foram transmitidas ao vivo e, creio eu, gravadas. Dentre elas há uma palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/josevalim&quot;&gt;José Valim&lt;/a&gt;, da &lt;a href=&quot;http://plataformatec.com.br&quot;&gt;Plataforma&lt;/a&gt; e membro do Core Team do Rails, falando sobre as mudanças do Rails 3 em relação ao Rails 2, que foi bastante legal. Se o vídeo for liberado colocarei o link aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além do Valim outras pessoas da comunidade Ruby, em especial do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/guru_sp&quot;&gt;Guru-SP&lt;/a&gt;, fizeram apresentações, como o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/vquaiato&quot;&gt;Vinícius Quaiato&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/leobessa&quot;&gt;Leo Bessa&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/almeidaricardo&quot;&gt;Ricardo Almeida&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/felipero&quot;&gt;Felipe Rodrigues&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/scalone&quot;&gt;Thiago Scalone&lt;/a&gt;, você pode ver tudo o que rolou na &lt;a href=&quot;http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2010/sp/trilha-ruby&quot;&gt;página do evento&lt;/a&gt;. Espero que algumas pessoas que participaram da trilha de Ruby entrem na comunidade e apareçam nos encontros do Guru-SP, o convite está feito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito obrigado à GlobalCode, ao Felipe Oliveira e ao Felipe Rodrigues, fiquei muito feliz com o convite, e espero voltar a participar do TDC no próximo ano, mesmo que não como palestrante, porque ele promete ser ainda melhor.&lt;/p&gt;
</content>
    </entry>
	
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/08/02/apresentacao-no-dia-emmy</id>
    <link type="text/html" rel="alternate" href="http://blog.rafaelrosafu.info/2010/08/02/apresentacao-no-dia-emmy.html"/>
	    <title>Apresentação no Dia Emmy</title>
	    <published>2010-08-02T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-08-02T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na última quarta-feira, dia 28 de Julho, fiz uma apresentação no &lt;strong&gt;Dia Emmy de Tecnologia&lt;/strong&gt; em Campo Grande no Mato Grosso do Sul, um evento organizado pela &lt;strong&gt;rede social &lt;a href=&quot;http://emmy.com.br&quot;&gt;Emmy&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, a convite de seu fundador, &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://twitter.com/sulivanruwer&quot;&gt;Súlivan Ruwer&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. O foco principal da Emmy é divulgar o trabalho de fotógrafos independentes, que podem postar fotos de eventos e divulgar seu trabalho, mas qualquer pessoa pode fazer um perfil e mandar fotos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao todo foram 8 palestras, todas interessantes e variadas, com o objetivo de falar sobre assuntos relacionados à Internet. Fiz uma apresentação sobre a Locaweb, mostrando seus produtos e serviços para diversos públicos, depois falei sobre Cloud Computing e mostrei uma demo rápida da nossa nova plataforma de cloud e depois falei sobre Ruby e Ruby on Rails. Além de conversar com outros participantes e conhecer cases interessantes também encontrei amigos da comunidade Ruby, como o pessoal da &lt;a href=&quot;http://www.jera.com.br&quot;&gt;Jera Software Ágil&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fotos de &lt;a href=&quot;http://www.emmy.com.br/usuario/418/roberto-ajala&quot;&gt;Roberto Ajala&lt;/a&gt; veja &lt;a href=&quot;http://campogrande.emmy.com.br/dia-emmy-de-tecnologia-fotos-roberto-ajala/fotos/28-07-2010/5494.htm&quot;&gt;mais fotos&lt;/a&gt; no Emmy.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;o-evento&quot;&gt;O Evento&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Campo Grande é uma cidade interessante, bem bonita e organizada, diferente do que imaginava. Apesar das várias empresas de TI da cidade, aparentemente não há uma comunidade organizada de desenvolvimento de software por lá. Nesse contexto, o Dia Emmy é um ótimo meio de se juntar parte desse povo e começar a organizar encontros mais frequentes, ajudando a disseminar o conhecimento e debater os rumos da Internet sob o ponto de vista local. Como o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/sauloarruda&quot;&gt;Saulo&lt;/a&gt; explicou no comentário, existem vários encontros de desenvolvedores, com o &lt;a href=&quot;http://javaneiros.com.br&quot;&gt;Javaneiros&lt;/a&gt;, o evento anual e dojos do &lt;a href=&quot;http://jugms.com.br&quot;&gt;JUG-MS&lt;/a&gt;, workshops do &lt;a href=&quot;http://phpms.org&quot;&gt;PHP-MS&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://debian-ms.org&quot;&gt;Dia D do Debian&lt;/a&gt;, FLISOL, Freedom Day e eventos do grupo de .NET, o &lt;a href=&quot;http://www.pantanet.net/&quot;&gt;Pantanet&lt;/a&gt;. Assim, o Dia Emmy é mais uma opção, com palestras voltadas para o pessoal menos técnico também. Valeu Saulo :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As duas palestras que mais gostei foram a do &lt;a href=&quot;http://www.anitaonline.com.br/&quot;&gt;Anita Online&lt;/a&gt;, com o Tiago Bellin e a Thays Ribeiro, contando como foi começar uma loja on-line de sapatos no Brasil e todas as dificuldades e coisas legais que aprenderam no meio do caminho. O site deles é bem legal, muito bonito e profissional, acho que vale como um bom benchmark e excelente exemplo de loja on-line tupiniquim. A apresentação deles pode ser vista &lt;a href=&quot;http://www.slideshare.net/AnitaOnlineOficial/anita-online-emmy-dia-de-tecnologia-final&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Só para constar, todos os envolvidos no site trabalham em Campo Grande, incluindo a empresa que cuida do software, e eles vedem para todo Brasil, especialmente o Sudeste.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra foi a apresentação da &lt;a href=&quot;http://www.8020mkt.com.br/&quot;&gt;80 20 Marketeria Digital&lt;/a&gt;, com &lt;a href=&quot;http://twitter.com/EstevaoRizzo&quot;&gt;Estevão Rizzo&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://twitter.com/kucamoraes&quot;&gt;Kuca Moraes&lt;/a&gt;, que apresentaram e fizeram paralelos entre dois cases interessantes de seus clientes, o &lt;a href=&quot;http://www.firulascafe.com.br/&quot;&gt;Firula’s Café&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://www.portaleducacao.com.br/&quot;&gt;Portal Educação&lt;/a&gt;, explicando a diferença de abordagem para uma empresa cuja a clientela é principalmente local, no caso do Firula’s, e outra onde os clientes estão on-line, analisando o modo de abordagem, como fazem a divulgação nas redes sociais, etc. Gostei bastante dessa apresentação, se ela estiver on-line e eu achar o link eu coloco aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha apresentação não foi tão feliz, acho que tinha menos gente de desenvolvimento propriamente dito que o esperava, e a terceira parte da palestra acabou sendo muito técnica. Da próxima vez vou fazer algo mais básico e ter uma palestra na manga. Para quem se interessar a apresentação pode ser vista abaixo:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://prezi.com/akicmy3upe-1/dia-emmy-web-de-vanguarda-hosting-cloud-computing-e-ruby-on-rails/&quot; title=&quot;Ruby e Rails - Tecnologia e comunidade&quot;&gt;Dia Emmy - Web de Vanguarda - Hosting, Cloud Computing e Ruby on Rails&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;http://prezi.com&quot;&gt;Prezi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;jera-software-ágil&quot;&gt;Jera Software Ágil&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Durante um dos coffee-breaks, acabei conhecendo o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/sauloarruda&quot;&gt;Saulo Arruda&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/jeffmor&quot;&gt;Jefferson Moreira&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://twitter.com/jerasoftware&quot;&gt;Jera Software Ágil&lt;/a&gt;, uma start-up de Campo Grande que acredito ter muito potencial. Eles desenvolvem sistemas em Ruby on Rails e PHP e fazem consultoria, estão aprontando produtos bacanas e tem o conhecimento e a atitude certa para se dar bem. O escritório deles, que você pode ver nas fotos abaixo, é muito legal. O Saulo me convidou para um café lá e não deu para recusar, da próxima vez não recusarei a cerveja :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além deles conheci o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/porkaria&quot;&gt;Porkaria&lt;/a&gt;, que é conhecido na comunidade PHP e mais um camarada, cujo nome me esqueci, que é o hacker de hardware deles, todos muito gente boa. Parece que eles estão agitando a criação de um Guru-MS por lá, além de participarem e ajudarem em eventos de software livre e coisas do tipo. No fim do dia eles me levaram para tomar uma cerveja na cidade, foi muito bacana.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;resumindo&quot;&gt;Resumindo&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Foi uma viagem bastante proveitosa, pude conversar com clientes e camaradas de desenvolvimento ao quais normalmente não tenho acesso, o que foi produtivo. Espero poder voltar a Campo Grande em breve e ajudar a divulgar o pessoal que trabalha por lá, eles fazem um ótimo trabalho e merecem nosso apoio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fica um agradecimento especial para o &lt;strong&gt;Súlivan&lt;/strong&gt;, por ter me convidado e ter sido um anfitrião de primeiríssima linha, e meus parabéns para o ótimo trabalho com o Emmy e na organização do Emmy Day, tenho certeza que ele será um evento obrigatório na região no próximo ano.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/24/the-devil-is-in-the-lock-in</id>
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	    <title>The devil is in the lock-in</title>
	    <published>2010-07-24T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-24T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Meu &lt;a href=&quot;2010/07/17/lutando-contra-uma-bateria&quot;&gt;último post&lt;/a&gt; gerou algum barulho, como todo post sobre assuntos polêmicos, e comentário do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/AkitaOnRails&quot;&gt;Akita&lt;/a&gt; foi (como sempre) muito bacana, e merece uma resposta akitada (para quem não sabe, &lt;em&gt;akitar&lt;/em&gt; é um verbo que indica a escrita de um post gigante, como o próprio &lt;a href=&quot;http://twitter.com/LucaBastos&quot;&gt;Luca&lt;/a&gt; comentou).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como já falei para ele numa mesa de bar, quase vendi meu Wii por culpa do Akita, só não fiz isso porque ele é da minha esposa :) Até aquele dia, nunca havia encarado video-games como computadores, mas ele tem razão, são plataformas fechadas, aliás, muito fechadas, onde você só pode rodar o programa vendido pela empresa que criou o console e há pouquíssima compatibilidade com outros consoles, e quando há se limita a acessórios (guitarras do Guitar Hero, por exemplo).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Particularmente, não me importo com o free software puro ou o fato das coisas serem grátis, acho justo pagar pelas coisas, afinal, todo mundo tem que pagar as contas. Não uso Ubuntu só porque é grátis, pagaria com prazer, mas pra mim ela tem mais valor porque é um sistema feito pela boa vontade/necessidade/desejo/egoísmo de milhares de pessoas ao redor do mundo e mais um monte de grana da Canonical, que tem lucro com ele, ainda que de forma indireta, mas continua sendo uma forma de ganhar a vida, de um jeito que nem toda empresa quer, e não precisa querer. Escolhas são boas nesse contexto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sobre a questão do SaaS loophole, particularmente acho isso um pouco exagerado, na linha maluca do Stallman, que é um extremista no assunto, apesar de eu acreditar que ele peca por tentar fazer algo bom, mas isso é outro assunto. Usar ou fazer free software ou open source é uma escolha de cada desenvolvedor/empresa, e apesar de eu gostar da filosofia por trás deles, entendo empresas que cobram pelo seu trabalho, é algo justo, o que me incomoda é o maldito vendor lock-in.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um Google Docs da vida pode não me deixar mudar a plataforma, mas eu posso simplesmente mudar de programa ou não usar, sou livre para deixar o lugar e ainda por cima permitem que eu utilize padrões abertos com ele, o que diminui minha barreira de saída. Considerando que é uma plataforma hosted e eles não me cobram um centavo para usar o serviço, porque diabos vou reclamar? Além disso, o Google, apesar de estar longe da perfeição, contribui com open source e tem iniciativas como a &lt;a href=&quot;http://www.dataliberation.org&quot;&gt;Data Liberation Front&lt;/a&gt;, uma iniciativa para facilitar a exportação e importação de dados de aplicativos do Google. Eles publicaram um &lt;a href=&quot;http://googleblog.blogspot.com/2009/12/meaning-of-open.html&quot;&gt;artigo interessante sobre o que significa ser open para o Google&lt;/a&gt;, vale a leitura (aproveitem e assistam o filme &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Rashomon_(film)&quot;&gt;Rashomon&lt;/a&gt; do Akira Kurosawa, muito bacana)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, vejamos o Windows, plataforma com a qual trabalhei durante mais de 10 anos: custa caro, usa meus recursos (leia-se, não é hosted) e ainda por cima me obriga a trocar de máquina sempre que atualiza a versão, é pouco compatível com padrões abertos (vide IE e documentos do Office) e ainda por cima só roda coisas feitas especificamente para ele, quase nada funciona em outras plataformas sem muito esforço. Ou seja, um lock-in absurdo, a barreira de saída é muito alta, ainda que eles venham melhorando nos últimos anos. Outro dia mesmo eles &lt;a href=&quot;http://www.theregister.co.uk/2010/07/19/dot_net_iron_languages_dlr_apache/&quot;&gt;mudaram a licença das linguagens Iron para Apache 2.0&lt;/a&gt;, e me disseram que o IE 9 está ficando show, com um excelente suporte para CSS 3 e coisas do tipo, o que é um avanço incrível.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Do Mac OS em si eu nem reclamo muito, porque ainda roda várias coisas *nix e tem um preço bastante baixo, mas sofre de alguns males do Windows. Já o iOS com suas várias limitações eu não engulo, mas o problema não é tanto o sistema operacional, e sim as barreiras da Apple com seu App Store, iTunes, DRMs e limitações de linguagens.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os DRMs são um porre e muito utilizados, como por exemplo no Kindle, mas é a única forma de se obter livros em formato digital sem piratear nada, o que é justo dado o trabalho absurdo que dá escrever e publicar um livro, apesar de achar absurdo cobrarem a mesma coisa por um livro impresso e um livro digital. Felizmente existem algumas opções como a O’Reilly, a Apress e a Pragmatic Programmers, que publicam seus livros sem DRM e de vez em quando permitem que alguns dos seus livros sejam publicados como Creative Commons, como o &lt;a href=&quot;http://progit.org/about.html&quot;&gt;Pro Git&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://rubybestpractices.com/&quot;&gt;Ruby Best Practices&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://books.couchdb.org/relax/&quot;&gt;CouchDB - The Definitive Guide&lt;/a&gt; e mais recentemente o &lt;a href=&quot;http://rails-nutshell.labs.oreilly.com/&quot;&gt;Rails 3 in a Nutshell&lt;/a&gt;. A própria Apple parou de usar DRM nas músicas do iTunes Store, mas continua com DRM nos vídeos e segundo eles o problema é com as gravadoras. Quanto aos livros, parece que alguns tem DRM e outros não, como uma das &lt;a href=&quot;http://support.apple.com/kb/HT4059&quot;&gt;FAQs da própria Apple&lt;/a&gt; dá a entender, e eles &lt;a href=&quot;http://macmagazine.com.br/2010/07/20/ultraviolet-novo-sistema-de-drm-servira-de-teste-para-o-poder-da-apple/&quot;&gt;não estão apoiando um novo sistema de travamento chamado UltraViolet&lt;/a&gt;. Ou seja, nesse quesito estão indo no caminho certo, pelo menos é o que tudo indica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As limitações de linguagem são estúpidas, e provavelmente irão cair cedo ou tarde, mas o App Store já é mais complicado, porque faz parte da estratégia global da empresa, e é uma das grandes razões do lock-in. O “just works” tem um preço bastante alto, exigindo uma integração completa da solução. Se um dia eles mudarem, ficarei mais feliz, até porque eles já fazem outras coisas legais, como colaborar para o open source e também serem ecologicamente corretos, e bem que podiam arrumar aquele &lt;a href=&quot;http://www.engadget.com/2010/05/19/undercover-chinese-reporter-exposes-foxconn-working-conditions/&quot;&gt;lance da Foxconn&lt;/a&gt;, que está bem ruim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No fim, o lock-in é o meu grande vilão. Poder escolher entre ficar ou não na plataforma ou na ferramenta é uma questão muito importante para mim, e no limite, a única forma de não ser pego por ele é não comprando o produto ou serviço com alto grau de lock-in ou de uma empresa que utilize dessa prática, e é exatamente isso que faço no caso da Apple e da Microsoft.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/17/lutando-contra-uma-bateria</id>
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	    <title>Lutando contra uma bateria</title>
	    <published>2010-07-17T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-17T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve,&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem me conhece sabe que sempre fui anti-Apple, não porque os produtos deles são ruins, nem de longe, provavelmente são eles que fabricam o melhor hardware e o melhor software para quem trabalha com desenvolvimento, e para boa parte dos usuários comuns também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acredito que essa superioridade se dá especialmente no mundo desktop/notebooks, onde o Windows é aquela carroça comedora de recursos de sempre, que obriga seus usuários a trocar de hardware sempre que atualizam a versão, e ainda os impedem de trabalhar com tranquilidade em ambientes produtivos como o terminal disponível nos ambientes POSIX, sem falar da quantidade absurda de vírus e a existência do maldito registry.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Linux, por outro lado, é muito mais seguro, estável e produtivo (sob o ponto de vista de quem não usa IDEs), mas carece da facilidade de uso, do vendor lock-in e da máquina de marketing de bilhões de dólares do Windows. Mesmo assim, após usar &lt;a href=&quot;http://www.ubuntu.com&quot;&gt;Ubuntu&lt;/a&gt; por 2 anos sem parar, tenho certeza que jamais voltaria para o Windows, os únicos problemas que enfrento com ele é quando preciso me integrar com coisas como o Word e o Excel, que admito são produtos muito bons (especialmente o Excel), ainda mais quando comparados à opções como o OpenOffice, que apesar da boa vontade, não está no mesmo nível. Felizmente, o &lt;a href=&quot;http://docs.google.com&quot;&gt;Google Docs&lt;/a&gt; acaba suprindo a maior parte das minhas necessidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sendo assim, ficar com o Ubuntu é uma escolha fácil e confortável, mas acabei esbarrando em um problema de difícil solução: a duração da bateria do meu notebook. Hoje tenho um &lt;a href=&quot;http://asia.cnet.com/reviews/notebooks/0,39050488,39259551p,00.htm&quot;&gt;HP Pavillion DV 2000&lt;/a&gt;, que comprei há uns 2 anos, processador dual core, 3 GB de memória, tela de 14”, um montão de disco, etc, um excelente equipamento, exceto pelo fato de pesar 1 tonelada (2,4 kg) e a autonomia da bateria ser ridícula, não passando de 1:30 h com muita boa vontade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como posso resolver esses dois problemas? O peso só consigo resolver trocando de hardware, e a bateria, bem, acabei de comprar uma nova, e o consumo continua absurdo. Sou obrigado a dizer que usei esse notebook a maior parte do tempo como um desktop, então esses problemas não me incomodavam tanto, mas agora gostaria de levar ele para passear e agora eles passaram a incomodar muito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesse momento, os malditos notebooks da Apple começam a me tentar. O Mac OS X é bom sistema operacional, baseado no FreeBSD e NetBSD, e tem todas as vantagens de um sistema Linux mais algumas vantagens do Windows, em especial os codecs e ferramentas de edição de vídeo, que são excelentes, e acesso a coisas como Word e Excel nativos, que ajudam na interoperabilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quanto ao hardware, um Macbook Pro de 13,3” pesa 2,04 kg com autonomia de 10 horas (!!!) e um Macbook Air pesa 1,36 kg com autonomia de 5 horas. Ambos são relativamente caros, em especial o Air, mas são equipamentos de boa qualidade e valem o preço. O Air ainda tem outros problemas, como o fato de não ter sido atualizado há muito tempo e os &lt;a href=&quot;http://www.engadget.com/2009/02/26/macbook-air-hinge-defect-not-covered-by-apples-warranty/&quot;&gt;relatos de quebra nas dobradiças&lt;/a&gt;, então é mais fetiche do que praticidade que me levam a considerá-lo, mas rumores dizem que ele será atualizado no fim do ano, vamos ver.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra coisa ruim é a utilização de conectores proprietários Mini Display Port para vídeo, talvez as próximas versões venham com saídas HDMI. Sobre esse ponto específico, foi o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/AkitaOnRails/status/18792570060&quot;&gt;Akita que me esclareceu o fato do Mini Display Por ser royalty free&lt;/a&gt;, ao contrário do HDMI, o que é um ponto a favor para a Apple, que faz outras coisas open source bacanas como o &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Grand_Central_Dispatch&quot;&gt;Grand Central Dispatch&lt;/a&gt; (apesar de alguns &lt;a href=&quot;http://arstechnica.com/open-source/news/2009/09/apple-opens-gcd-challenges-impede-adoption-on-linux.ars&quot;&gt;problemas de licença&lt;/a&gt;) e o &lt;a href=&quot;http://www.macruby.org/&quot;&gt;MacRuby&lt;/a&gt;. Resta saber se o Mini Display Port vai ser largamente adotado, mas aí o problema é da indústria como um todo, não da Apple. Como nem tudo são flores, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/georgeguimaraes/status/18793874211&quot;&gt;George Guimarães disse que através dele dá para forçar algumas coisa de DRM&lt;/a&gt;, mas &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/DisplayPort#DRM_protection&quot;&gt;segundo a Wikipedia&lt;/a&gt;, não faz parte do pacote básico, ou seja, alguém colocou o maldito DRM lá. Mas isso é assunto para outro post.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em todo caso, sob o meu ponto de vista, &lt;strong&gt;só o fato de considerar essa possibilidade já é uma derrota&lt;/strong&gt;. Não gosto da Apple não por causa dos seus equipamentos ou software, e sim por sua cultura de &lt;strong&gt;vendor lock-in&lt;/strong&gt; extremo, que afetam principalmente a linha mobile. Esse lock-in traz uma série de vantagens técnicas, como a integração absurda de hardware e software, possibilitando uma autonomia de bateria incrível e excelente experiência do usuário, mas nada disso muda o fato de que eles impedem que seus clientes usem seus equipamentos como quiserem. Não vejo o menor problema neles limitarem o que entra ou não na App Store, afinal, a loja é deles, mas o que incomoda muito é o fato deles não permitirem a existência de outras apps stores com outros tipos de filtro, algo que o Android permite.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro ponto que me incomoda muito é a limitação das ferramentas para desenvolvimento no iOS, a &lt;strong&gt;cláusula 3.3.1&lt;/strong&gt; que já foi &lt;a href=&quot;http://37signals.com/svn/posts/2273-five-rational-arguments-against-apples-331-policy&quot;&gt;alvo de discussões acaloradas&lt;/a&gt;, mas parece ter sido esquecida. Porque diabos eu sou obrigado a usar apenas as ferramentas que o fabricante me “autoriza” a utilizar? Os argumentos de “melhorar a qualidade dos aplicativos e a experiência do usuário” são, no mínimo, tão estúpidos e tão “válidos” quanto dizer que certificações fazem com que programadores sejam melhores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você pode estar pensando “que idiota, nada disso é relevante”, “são só ferramentas”, “você não está sendo pragmático”, e eu respondo: &lt;strong&gt;foda-se o pragmatismo&lt;/strong&gt;. Valores são mais importantes do que ferramentas, e dar dinheiro para uma empresa que faz coisas como essa é algo que eu classifico como errado, mesmo que não seja comprando os produtos mais problemáticos, como o iPhone ou o iPad.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vou continuar procurando alternativas, notebooks PC mais leves e com baterias melhores, uma hora alguém tem que vender algo assim, e vou tentar tunar meu Ubuntu para aumentar a vida da bateria usando o &lt;a href=&quot;http://www.lesswatts.org/projects/powertop/&quot;&gt;PowerTop da LessWatts&lt;/a&gt;. Se alguém tiver dicas para me ajudar, que não seja comprar um Mac, ou recomendações de notebooks, por favor, deixem um comentário.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;P.S.: Comentários ofensivos serão apagados sem remorso.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/10/sobre-metodologias-ferramentas-e-agilidade</id>
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	    <title>Sobre metodologias, ferramentas e agilidade</title>
	    <published>2010-07-10T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-10T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Ferramentas das metodologias ágeis, são apenas isso: ferramentas. Elas devem ser utilizadas quando necessárias, são um tipo de ajuda e fórmula básica para te ajudar a fazer seu trabalho ficar mais fácil, como TDD, BDD, DDD, pair programing, etc, por si só não são mágicas e não resolverão seus problemas, não importa se você as está utilizando exatamente da maneira prescrita. Esses assuntos foram tratados no curso de PO que fiz com o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/axmagno&quot;&gt;Alexandre Magno&lt;/a&gt; e também na palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/davidhussman&quot;&gt;David Hussman&lt;/a&gt;, ambas no Agile Brazil 2010.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O mesmo vale para Scrum, XP, RUP, “coisas waterfall”, ou qualquer outra metodologia, que não passam de um conjunto de ferramentas com um manual de instruções. Se você usar Scrum, por exemplo, “by the book” e seu projeto continuar dando errado quer dizer que a metodologia é ruim? Não, quer dizer apenas que o problema é maior do que um conjunto de regras pode resolver, provavelmente a culpa é sua, da equipe, da empresa e sua cultura, ou simplesmente do acaso, mas não é algo errado com a metodologia em si, é apenas a vida se mostrando mais complexa do que esperamos, ou seja, nada fora do normal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesse momento reforço a importância dos valores e princípios, que no caso dos projetos de software podem ser encontrados no &lt;a href=&quot;http://agilemanifesto.org/&quot;&gt;Manifesto Ágil&lt;/a&gt;. Eles não são fórmulas ou regras escritas em pedra, são apenas &lt;strong&gt;conselhos&lt;/strong&gt; dados por pessoas que estão buscando um jeito eficiente e eficaz para desenvolver software há décadas, que podem ser considerados ou ignorados, mas, que na maior parte dos casos, fazem muito sentido, e particularmente tento segui-los.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se o que você faz hoje não segue todos os detalhes da metodologia X ou Y mas são fiéis aos valores e princípios expressos lá, então você é ágil, e se eles o ajudam a fazer seus projetos andarem melhor, ótimo, a agilidade é boa para você, continue o que já faz, caso contrário mude, ou os resultados continuarão sendo os mesmos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Recomendo a leitura dos blogs do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/AkitaOnRails&quot;&gt;Fabio Akita&lt;/a&gt; - &lt;a href=&quot;http://akitaonrails.com.br&quot;&gt;Akita On Rails&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://info.abril.com.br/noticias/rede/gestao20/&quot;&gt;Gestão 2.0&lt;/a&gt; (se é que você já não lê), onde ele sempre fala sobre a complexidade das coisas e também da racionalidade/irracionalidade inerente ao ser humano quando pensamos em metodologias e ferramentas. Escrevi o básico desse no fim de Junho, logo após o Agile Brazil, e só ontem fiz a última edição e aproveitei para assistir ao screencast que o Akita publicou há pouco tempo, o &lt;a href=&quot;http://fabioakita.com/2010/07/01/screencast-entenda-software-da-aneira-correta&quot;&gt;Entenda Software da Maneira Correta&lt;/a&gt; (vale muito a pena comprar), onde ele fala sobre bastante sobre isso mas com uma pesquisa muito mais abrangente e com o estilo “pé na porta, soco na cara” dos crédulos de plantão. Material obrigatório.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Também recomendo o post e vídeos &lt;a href=&quot;http://agilenomundoreal.com.br/2010/06/24/restricoes-sao-boas-mas-estricoes-sao-ruins/&quot;&gt;“Restrições são boas mas restrições são ruins”&lt;/a&gt; do&lt;a href=&quot;http://twitter.com/guilherme_caelum&quot;&gt;Guilherme Silveira&lt;/a&gt; e da &lt;a href=&quot;http://twitter.com/cecifernandes&quot;&gt;Cecília Fernandes&lt;/a&gt;, além dos blogs deles, são visões muito interessantes sobre seguir regras/fazer o que é importante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No fim das contas, o importante é fazer o que ajuda você e seu time a atingir seus objetivos, e no mundo dos projetos de software feitos por 99,9% do mercado, na minha experiência, o melhor caminho é expresso pelo Manifesto Ágil. Sempre existirão casos extremos, mas aconselho que você se pergunte: meu projeto caí nos 0,01% que sobraram? Ah, e seja sincero na resposta :)&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/09/dica-rapida-c-no-ubuntu</id>
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	    <title>Dica rápida - Ç no Ubuntu</title>
	    <published>2010-07-09T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-09T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Eu adoro o &lt;a href=&quot;http://www.ubuntu.com&quot;&gt;Ubuntu&lt;/a&gt;, é a minha primeira distro e sempre que tentei usar outras acabei me decepcionando, e ela tem recebido várias atualizações legais, a cada semestre temos um sistema melhor. Porém, ele está longe de ser perfeito, e um problema que sempre tenho quando atualizo é a perda do caractere &lt;strong&gt;ç&lt;/strong&gt; no teclado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uso um notebook com teclado configurado como USA International e com os textos em inglês, e normalmente a ç é obtida através da combinação de teclas &lt;strong&gt;’ + c&lt;/strong&gt;, que é uma combinação bem confortável para mim, mas depois de atualizar o Ubuntu essa combinação de teclas gera &lt;strong&gt;ć&lt;/strong&gt; o que me irrita profundamente. Para corrigir isso, é fácil, basta executar:&lt;/p&gt;

&lt;pre&gt;&lt;code&gt;sudo gedit /usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodule-files.d/libgtk2.0-0.immodules
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;p&gt;e alterar a linha&lt;/p&gt;

&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&quot;cedilla&quot; &quot;Cedilla&quot; &quot;gtk20&quot; &quot;/usr/share/locale&quot; &quot;az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa&quot; 
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;p&gt;para&lt;/p&gt;

&lt;pre&gt;&lt;code&gt;&quot;cedilla&quot; &quot;Cedilla&quot; &quot;gtk20&quot; &quot;/usr/share/locale&quot; &quot;en:az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa&quot; 
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

&lt;p&gt;Salve o arquivo e pronto. Note que eu coloquei &lt;strong&gt;en:&lt;/strong&gt; no começo da lista de línguas utilizadas, dessa forma o sistema irá priorizar a cedilha ao invés do c-com-acento :) Dica boba mas que economiza algum tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://prodis.pro.br/2009/08/14/configurando-teclado-em-ingles-no-ubuntu-e-com-cedilha/&quot;&gt;Extra - o Fernando Hamasaki, aka Prodis, tem um post sobre o assunto&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/02/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-bluesoft</id>
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	    <title>Retrospectiva do AgileBrazil 2010 - Bluesoft</title>
	    <published>2010-07-02T11:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-02T11:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;O povo da &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bluesoft.com.br/&quot;&gt;Bluesoft&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, empresa engajada na comunidade ágil, esteve no &lt;a href=&quot;http://www.agilebrazil.com.br&quot;&gt;Agile Brazil 2010&lt;/a&gt;, e fizeram um &lt;a href=&quot;http://bluesoft.wordpress.com/2010/07/02/estivemos-na-agile-brazil-conference-2010&quot;&gt;post sobre o evento com direito a um excelente vídeo&lt;/a&gt;, com um dos jantares confraternização e todos os organizadores reunidos ao fim do evento. Além disso fizeram um slideshow animal com vários conceitos abordados no curso de Coaching e também de algumas palestras que viram no evento, vale muito para relembrar os conceitos, e merecia um &lt;strong&gt;screencast&lt;/strong&gt;, né André, Luiz e Bruno :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além desse post sobre o Agile Brazil, eles mantém um blog bacana e costumam gravar dois podcasts, um com entrevistas, como a que fizeram com meu camarada &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mauricioaniche&quot;&gt;Maurício Aniche&lt;/a&gt; (&lt;a href=&quot;http://bluesoft.wordpress.com/2010/06/14/podcast-8-test-driven-development/&quot;&gt;clique aqui para ver o
post&lt;/a&gt;), e um mais novo chamado &lt;a href=&quot;http://www.agilepodcast.com/&quot;&gt;Agile Podcast&lt;/a&gt;, para falar sobre… Agile :) Vale seguir o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/luizfaias&quot;&gt;Luiz Faias Jr&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/andrefaria&quot;&gt;André Faria&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/bruno_lui&quot;&gt;Bruno Lui&lt;/a&gt;, eles sempre estão twittando coisas bacanas sobre agile e desenvolvimento, recomendo muito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://vimeo.com/12424070&quot;&gt;Podcast #8 - Entrevista Com Aniche sobre TDD&lt;/a&gt; from &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/bluesoft&quot;&gt;Bluesoft&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;http://vimeo.com&quot;&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/02/colocando-outro-villain-no-meu-htc-hero</id>
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	    <title>Colocando outro Villain no meu HTC Hero</title>
	    <published>2010-07-02T10:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-02T10:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;2010/06/29/hackeando-meu-htc-hero&quot;&gt;Como postei há alguns dias&lt;/a&gt;, “rootei” meu HTC Hero e coloquei uma ROM customizada, a &lt;a href=&quot;http://www.villainrom.co.uk&quot;&gt;VillainROM&lt;/a&gt; 10.3, baseada no Android 2.1 oficial da HTC com alguns ajustes. A nova versão trouxe várias vantagens, um navegador melhorado, acesso a uma versão mais nova do Google Maps, possibilidade de instalar o novo &lt;a href=&quot;http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=red_lnd_shrt_url?ie=UTF8&amp;amp;docId=165849822&quot;&gt;Kindle for Android&lt;/a&gt; (que é muito legal, diga-se de passagem), então valeu a pena. Porém essa versão tem um problema grave: come bateria com farinha, sou obrigado a recarregar todo dia a noite.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pelo que li nos fóruns isso é um problema conhecido da versão, e não há muito o que fazer, a menos que você saiba (e queira) mexer nas entranhas do Android, o que não é o meu caso. Ontem o povo da VillainROM liberou mais uma versão, a &lt;strong&gt;12.0&lt;/strong&gt;, que aparentemente tem correções que melhoram a duração da bateria. Acabei de instalá-la no meu Hero, vamos ver como anda, daqui a alguns dias eu digo se melhorou mesmo.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/01/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-4</id>
    <link type="text/html" rel="alternate" href="http://blog.rafaelrosafu.info/2010/07/01/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-4.html"/>
	    <title>Retrospectiva do AgileBrazil 2010 - Parte 4 - Final</title>
	    <published>2010-07-01T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-07-01T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;De maneira geral, o Agile Brazil 2010 foi bom, muito bem organizado, o local escolhido foi muito bom, a &lt;a href=&quot;http://www.pucrs.br/&quot;&gt;PUC RS&lt;/a&gt; tem uma infra estrutura excelente e os auditórios são ótimos. Os coffee-breaks foram meio fracos, mas isso não foi um problema, comi como um cavalo nesses dias dias, vou virar vegetariano por uma semana para compensar um pouco, não consigo pensar em carne. No primeiro dia da conferência tivemos alguns problemas com o wi-fi, que a organização resolveu rapidinho, e não fiquei sabendo de nenhum incidente. Novamente, parabéns aos organizadores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O &lt;a href=&quot;http://twitter.com/guilherme_caelum&quot;&gt;Guilherme Silveira&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://www.caelum.com.br&quot;&gt;Caelum&lt;/a&gt; gravou vários vídeos das palestras e algumas entrevistas, incluindo uma sobre a comunidade Ruby comigo e o Codezone, e várias pessoas tiraram fotos do evento. Eu achei três álbuns no Flickr, um do &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/&quot;&gt;Fernando Meyer&lt;/a&gt;, outro do &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/search/?q=agilebrazil&amp;amp;w=51344221%40N05&quot;&gt;Whoompa&lt;/a&gt; e o último do &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/search/?q=agilebrazil&amp;amp;w=43714688%40N05&quot;&gt;Hélio Medeiros&lt;/a&gt;, você vai achar várias fotos legais por lá, mas só o Meyer liberou as dele como Creative Commons. Abaixo você vê a foto da equipe da Locaweb que foi ao evento em frente ao nosso stand.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/4736577730/&quot; alt=&quot;Quase todo mundo da Locaweb. O cara de vermelho mais à direita é penetra :) Foto com a câmera do Fernando Meyer&quot; /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;bom-conteúdo-mas-básico&quot;&gt;Bom conteúdo, mas básico&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;No geral, as palestras estavam boas, só ouvi reclamações sobre uma ou duas, mas isso é esperado, não dá para filtrar tudo. Minha única reclamação é que as palestras que assisti foram muito básicas e não havia muitas marcadas como “expert”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi bom ver que eles reforçaram fundamentos e mostraram ferramentas úteis, mas esse tipo de apresentação é mais útil para os mais “novatos”. É bom esclarecer que não me classifico como expert, mas já estou trabalhando em projetos ágeis há algum tempo, e pessoas na minha situação precisam de mais tutano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na minha opinião, depois que se passa do básico e se tem alguma experiência com o assunto, o melhor modo de se aprender as coisas avançadas é com relatos de casos reais e discussões menos estruturadas em torno delas, mas isso exige um outro formato que não uma conferência de palestras, que passam a ter retornos menores. Acho que funciona mais ou menos como pair programming com alguém mais experiente, te mostrando os truques avançados ou ensinando coisas mais exotéricas, como EMACS :) As conversas nos intervalos supriram parte dessas necessidades, e o curso teve bastante interação e perguntas, o que faz o saldo final ser positivo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Também gostei do fato de várias pessoas (&lt;a href=&quot;http://twitter.com/davidhussman&quot;&gt;David Hussman&lt;/a&gt; e Klaus Wuestefeld para citar dois) voltaram a falar da importância de não nos prendermos à dogmas processuais ou metodológicos. Por exemplo, só porque Scrum é legal não quer dizer que é a salvação para uma equipe tecnicamente ruim ou com uma cultura de pastelaria, nem que serve para qualquer tipo de projeto. Analisar os problemas e as ferramentas à mão para só então decidir o que fazer, com a cabeça aberta à opções diferentes é o caminho mais racional e ágil.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;o-que-perdi&quot;&gt;O que perdi&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Infelizmente não consegui assistir algumas palestras que pareciam ser bacanas, e foram elogiadas pelo povo. Uma delas foi a do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/josepapo&quot;&gt;José Papo&lt;/a&gt;, “It’s the Economy! - Agilidade, Indicadores Financeiros e Criação de Valor”, que você pode &lt;a href=&quot;http://josepaulopapo.blogspot.com/2010/06/agile-economics-financas-valor.html&quot;&gt;ver os slides no site dele&lt;/a&gt;, parece que foi bem legal e seria um ótimo complemento para o curso de PO, assim como a palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/axmagno&quot;&gt;Alexandre Magno&lt;/a&gt;, “John: o Product Owner que ama usabilidade”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O workshop do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/rodrigoy&quot;&gt;Rodrigo Yoshima&lt;/a&gt; e do &lt;a href=&quot;http://blog.fragmental.com.br&quot;&gt;Philip Calçado&lt;/a&gt;, “Reconheça! Você não sabe modelar! Iniciando Projetos Ágeis” para que foi bem legal também, mas a sala estava transbordando, aí não consegui ir também. O “Café Kaizen: Uma Rápida e Efetiva Técnica de Resolução de Problemas para Equipes Ágeis” que o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/lcparzianello&quot;&gt;Luiz Parzianello&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/rafaelpri&quot;&gt;Rafael Prikladnicki&lt;/a&gt; apresentaram parece que foi bem legal também, queria ter assistido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dois amigos que palestraram mostrando artigos de mestrado mas não consegui ver foram o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mauricioaniche&quot;&gt;Maurício Aniche&lt;/a&gt;, com “Erros comuns em Test-Driven Development”, e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mdediana&quot;&gt;Maurício De Diana&lt;/a&gt;, com “Conducting an ArchitectureGroup in a Multi-team Agile Environment”, esse último na trilha acadêmica. Foi mal povo.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;sobre-porto-alegre&quot;&gt;Sobre Porto Alegre&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois de uma semana em POA, posso dizer que é uma cidade diferente, me lembrou Buenos Aires, com um ritmo meio estranho, mas agradável. No último dia, domingo, andei pela cidade e fui ao parque Moinho de Vento e vi centenas de pessoas andando, conversando e tomando chimarrão, achei bem legal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fui à várias lanchonetes e restaurantes, sendo o melhor de todos a &lt;a href=&quot;http://www.galeteriacasadomarques.com.br/&quot;&gt;Casa do Marquês&lt;/a&gt;, onde comi carnes excelentes e diferentes do rodízio padrão que esperava, sem falar que o custo/benefício era bem justo. Tomei muitas &lt;a href=&quot;http://www.polarexport.com.br/&quot;&gt;Polares&lt;/a&gt; e comi vários Xs diferentes, dica do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/salizzar&quot;&gt;Marcelo Pinheiro&lt;/a&gt;, muito obrigado. Fui algumas vezes à Rua Padre Chagas e arredores, onde tem vários restaurantes e onde escrevi a maior parte desses posts, e lá recomendo dar um pulo na casa da &lt;a href=&quot;http://www.tortadesorvete.com.br/site.html&quot;&gt;Torta de Sorvete&lt;/a&gt;, que é gostosa, e se tiver um pouco de paciência para procurar, na &lt;a href=&quot;http://www.guiadasemana.com.br/Porto_Alegre/Noite_e_Gastronomia/Estabelecimento/Media_Luna.aspx?id=66391&amp;amp;FCB=1&quot;&gt;Media Luna&lt;/a&gt;, que é uma doceria argentina, comi um brownie com doce de leite que de brownie mesmo não tinha nada, mas era bem gostoso. O &lt;a href=&quot;http://www.cafedoporto.com.br/&quot;&gt;Café do Porto&lt;/a&gt; também vale a pena, a torta de amora é muito boa e o café bem tirado.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;resumindo&quot;&gt;Resumindo&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Foi uma semana bastante intensa e cansativa, mas me diverti bastante, revi vários amigos, conheci pessoas novas e aprendi bastante, valeu a pena ter ido. Tenho apenas dois agradecimentos: primeiro à &lt;a href=&quot;http://www.locaweb.com.br&quot;&gt;Locaweb&lt;/a&gt;, que proporcionou essa viagem esegundo à &lt;a href=&quot;http://twitter.om/clarabeauty&quot;&gt;Clara&lt;/a&gt;, minha querida esposa, que teve muita paciência para me deixar ficar longe uma semana inteira. Ossos do ofício :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Leia a restrospectiva completa: &lt;a href=&quot;2010/06/27/retrospectiva-do-agilebrazil-2010-parte-1&quot;&gt;parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;2010/06/28/retrospectiva-agilebrazil-parte-2&quot;&gt;parte 2&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;2010/06/30/retrospectiva-do-agilebrazil-2010-parte-3&quot;&gt;parte 3&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Atualizado em 01/07/2010, havia me esquecido de colocar o Rafael Prikladnicki como palestrante no Café Kaizen, sorry :(&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content>
    </entry>
	
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/06/30/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-3</id>
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	    <title>Retrospectiva do AgileBrazil 2010 - Parte 3</title>
	    <published>2010-06-30T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-06-30T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Segundo dia de conferência, acordei meio mal e perdi o keynote do Philippe Kruchten, só cheguei a tempo para ver aquele joguinho sem vergonha entre &lt;strong&gt;Brasil e Portugal&lt;/strong&gt; que passou no auditório principal e no stand da Thoughtworks, que vergonha. Mas vamos ao que interessa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/austinhk/4733934348/&quot;&gt;Pelo menos eles não brigaram :) Foto de austinhk&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;jogo-e-o-kanban-sketch-da-aspercom&quot;&gt;Jogo e o kanban-sketch da Aspercom&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Deveria ter aproveitado as duas horas de nervosismo para trabalhar no projeto que o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/rodrigoy&quot;&gt;Rodrigo Yoshima&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://www.aspercom.com.br&quot;&gt;Aspercom&lt;/a&gt; (que levou uma mini-vuvuzela para ficar assustando o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/guilherme_caelum&quot;&gt;Guilherme Silveira&lt;/a&gt;) propôs para fazermos num estilo &lt;a href=&quot;http://www.railsrumble.com/&quot;&gt;Rails Rumble&lt;/a&gt;. A idéia era criar um site parecido com o &lt;a href=&quot;http://yuml.me/&quot;&gt;yuml.me&lt;/a&gt;, mas para quadros kanban batizado de kanban-sketch, onde você manda os cartões e fases via URL e ele monta um board bonitinho. Eu acabei fazendo uma brincadeirinha com &lt;a href=&quot;http://www.sinatrarb.com/&quot;&gt;Sinatra&lt;/a&gt;, que eu nunca havia metido a mão antes, e até que saiu alguma coisa. Eu montei o suficiente para fazer o parse da URL e montar alguns objetos em memória com os dados, só faltou gerar o HTML, mas essa é a parte “fácil”. Dado que investi apenas 3 horas no projeto, não foi um resultado ruim, você pode ver o &lt;a href=&quot;http://github.com/rafaelrosafu/kanban_sketch&quot;&gt;fonte no meu GitHub&lt;/a&gt;, só não vale falar mal :) Pretendo voltar a falar sobre o assunto futuramente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Trabalhando nesse projeto conheci o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/joaovitor&quot;&gt;João Vitor&lt;/a&gt;, que faz parte do &lt;a href=&quot;http://railsmg.org/&quot;&gt;RailsMG&lt;/a&gt;, o grupo de usuários Ruby do qual o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/danielvlopes&quot;&gt;Daniel Lopes&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://areacriacoes.com.br/&quot;&gt;Área Criações&lt;/a&gt; faz parte, e tem agitado vários encontros em Belo Horizonte. Foi ele quem mais trabalhou no projeto e teve a sorte, extremamente merecida, de ganhar o prêmio que o Yoshima estava sorteando para quem participasse, um vale-compras de US$ 150 na Amazon, nada mal. Quem colocou a mão no saco para fazer o sorteio foi o Klaus :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;relatos---codezone-e-james-lewis&quot;&gt;Relatos - Codezone e James Lewis&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;A tarde assisti ao relado do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/codezone&quot;&gt;Codezone&lt;/a&gt; (vulgo Leandro Silva, que também trabalha na Locaweb) intitulado “Como vi o Scrum ser rechaçado em uma grande empresa”, que foi bacana, e eu adoro relatos de casos reais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/4735938315/&quot; alt=&quot;Codezone evangelizando Agile - Foto do Fernando Meyer&quot; /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na sequência assisti à palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/boicy&quot;&gt;James Lewis&lt;/a&gt; da Thoughtworks, chamada “Agile Adoption Anti-Patterns”, que segui a mesma linha do Codezone, mas ao invés de tratar de um caso específico, ele relatou padrões que identificou em vários casos onde a adoção/implementação de metodologias ágeis falhou ou teve problemas. Vou caçar os slides da palestra e publicar aqui, acho que vale a pena refletir sobre esses padrões.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ver alguém relatando os erros e acertos do seu trabalho é algo que ensina muito, é uma das formas mais legais de se aprender algo, especialmente quando estamos falando de coisas bastante abstratas como metodologias de trabalho.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;klaus-wuestefeld&quot;&gt;Klaus Wuestefeld&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Para fechar com chave de ouro, Klaus Wuestefeld fez o keynote final intitulado “Learning and Coolness - Beyond XP”, que teve um alto grau de “duracaralhisse” (tradução dele de &lt;strong&gt;coolness&lt;/strong&gt;) :) Esse termo foi utilizado para definir um dos valores propostos pelo Klaus para projetos XP. Coolness é fazer com que cada projeto seja tão legal e interessante que motive a equipe a trabalhar bem sem precisar de controles externos e  dúzias de ferramentas “motivacionais”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O outro valor foi &lt;strong&gt;“learning”&lt;/strong&gt;, que se trata de encarar o desenvolvimento de software como um processo de aprendizado ao invés de um pastelaria. Se fizermos isso o projeto fluirá naturalmente e processo ficará ainda mais leve.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No fundo, tudo que ele falou é uma questão de atitude ao invés de processos, e concordo com a abordagem dele, embora alguns detalhes do que ele relatou me fazem pensar se o Beyond XP que ele propõem é viável com projetos ou equipes grandes ou então com equipes pouco maduras, mas as idéias básicas são ótimas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já havia visto uma versão dessa palestra no &lt;a href=&quot;http://www.encontroagil.com.br/&quot;&gt;Encontro Ágil&lt;/a&gt; de 2009 no IME-USP, e o Klaus, assim como o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/davidhussman&quot;&gt;David Hussman&lt;/a&gt;, é muito carismático.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;encerramento&quot;&gt;Encerramento&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois do Klaus, a organização fez vários sorteios e colocou no palco todos aqueles que ajudaram na realização do evento. Eles foram heróis e definitivamente merecem nossos agradecimentos e aplausos. No finzinho eles passaram um vídeo com o keynote principal do &lt;strong&gt;Agile Brazil 2011&lt;/strong&gt;, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Ken_Schwaber&quot;&gt;Ken Schwaber&lt;/a&gt;, co-criador do Scrum, que deu um “oi” e falou que estará aqui no Brasil nos próximos meses dando alguns cursos (acredito que o &lt;a href=&quot;http://www.scrumdev.com.br/&quot;&gt;Professional Scrum Developer&lt;/a&gt; com o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/giovannibassi&quot;&gt;Giovanni Bassi&lt;/a&gt;) e que está animado para o próximo ano. Pelo que entendi parece que vai ser em Belo Horizonte, mas não sei se essa informação está correta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com isso encerro o relato das apresentações oficiais, no próximo post farei um wrap-up com minhas impressões sobre o evento, até lá. Leia também a &lt;a href=&quot;2010/06/27/retrospectiva-do-agilebrazil-2010-parte-1&quot;&gt;parte 1&lt;/a&gt; e a &lt;a href=&quot;2010/06/27/retrospectiva-agilebrazil-parte-2&quot;&gt;parte 2&lt;/a&gt; da restrospectiva.&lt;/p&gt;
</content>
    </entry>
	
    <entry>
		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/06/29/hackeando-meu-htc-hero</id>
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	    <title>"Hackeando" meu HTC Hero</title>
	    <published>2010-06-29T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-06-29T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de muito procrastinar decidi que estava na hora de atualizar o Android do meu &lt;strong&gt;HTC Hero&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu o comprei há uns 9 meses, na época paguei um preço bem salgado (R$ 2.000) e ainda ter me arriscado comprando o bichinho no Mercado Livre (pela &lt;a href=&quot;http://gsmtechshop.com&quot;&gt;GSMTech&lt;/a&gt;). No fim deu tudo certo e não me arrependo, ele é muito bom sob vários aspectos:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
  &lt;li&gt;A bateria dura relativamente bastante - uns 4 dias com uso normal, 1 dia com uso intenso (wi-fi ou 3G navegando o dia todo, como quando estou em eventos)&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Tela com boa resolução, dá para ler textos numa boa&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Boa sensibilidade ao toque&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Pequeno e leve (mais leve que um iPhone)&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Teclado do Sense é maravilhoso&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;O Sense faz o Android ficar muito mais amigável&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Botões físicos úteis, especialmente o back e search&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Bluetooth funciona bem com meu headphone&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Boa recepção de wi-fi&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Integração total com os aplicativos do Google, especialmente o GMail&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Funciona muito bem como modem 3G conectado ao meu note Ubuntu via USB&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Navega bem em sites com Flash&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;A única coisa realmente ruim no telefone é a câmera, que apesar de ter 5 Megapixel, é horrível, as fotos ficam ruins e precisa de muita luz para ficar meia-boca. Tirando isso, nada a reclamar. Como ele é bem bonitinho e diferente, todos me perguntam que modelo de celular eu estou usando e tal.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;por-que-mudar&quot;&gt;Por que mudar?&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Mas porque diabos escolhi fazer isso hoje e não antes? A gota d’água foi a Amazon &lt;a href=&quot;http://www.engadget.com/2010/06/28/kindle-for-android-now-available/&quot;&gt;anunciar que lançou o &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.engadget.com/2010/06/28/kindle-for-android-now-available/&quot;&gt;Kindle for Android&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, antes do prazo inicial que era Julho. Particularmente nunca gostei da idéia do Kindle, mas comprar livros pela Amazon é muito prático, e ultimamente tenho preferido livros digitais, por questões ecológicas, econômicas e de peso, afinal, é muito bom poder levar dúzias de livros no bolso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos motivos para adiar o update é que a HTC enrolou muito para lançar novas versões para o Hero. Quando o comprei, estava usando a versão mais nova, a 1.5, mas depois de 1 mês eles lançaram a 1.6 e logo em seguida a dois 2.0, 2.1 e a 2.2 Froyo já está rodando em alguns lugares, mas ainda não chegou aos celulares mais velhinhos. Sem querer entrar no mérito se o Android está se fragmentando ou não (isso vale outro post), a evolução do ambiente tem sido muito rápida, e o Kindle só é compatível com a versão 1.6 ou superior, ou seja, era atualizar ou ficar sem o software.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;cozinhando-roms&quot;&gt;Cozinhando ROMs&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Voltando a vaca fria, só agora em Maio a HTC começou a soltar as atualizações para o 2.1, mas &lt;a href=&quot;http://www.engadget.com/2010/06/15/htc-hero-gets-android-2-1-update-across-europe/&quot;&gt;apenas em alguns lugares do mundo&lt;/a&gt;, e é aí que entram os &lt;strong&gt;ROM Cooks&lt;/strong&gt;. Cooks são os caras que ficam brincando de fazer novas ROMs, hackeando as oficiais e adicionando coisas novas à elas. Eles estão criando ROMs com as versões mais novas há tempos e já estão trabalhando para liberar as 2.2, esses caras são loucos e eficientes. Você pode acompanhar o que eles fazem no fórum &lt;a href=&quot;http://forum.xda-developers.com&quot;&gt;xda-developers&lt;/a&gt;, na sessão de desenvolvimento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com uma ajudinha do &lt;strong&gt;Jonas Alves&lt;/strong&gt; (que conheci num dos encontros do &lt;a href=&quot;http://www.guru-sp.org&quot;&gt;Guru-SP&lt;/a&gt; e depois reencontrei numa palestra da &lt;a href=&quot;http://www.caelum.com.br&quot;&gt;Caelum&lt;/a&gt;), eu conheci a VillainROM, que é um das mais profissionais do mercado. A versão 10.3 deles é feita em cima do release oficial da versão 2.1 da HTC, que inclui o HTC Sense atualizado. Para quem não sabe, o Sense é uma modificação da interface do Android feita pela HTC para deixar ele com uma carinha mais bonita, e tem um esquema de múltiplas home screens que podem ser customizadas com widgets (se mordam de inveja povo do iPhone).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ok, decidi que iria atualizar meu Hero, já havia escolhido a ROM, mas agora faltava saber como fazer a atualização. Os cooks tem uma linguagem própria, e sinceramente não estou no pique de aprender mais uma dúzia de gírias para conseguir fazer uma atualização de telefone. Sendo assim, corri para o velho e bom &lt;strong&gt;YouTube&lt;/strong&gt; e procurei vídeos sobre rooting de telefones, e &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/results?search_query=root+htc+hero&amp;amp;aq=f&quot;&gt;o primeiro hit&lt;/a&gt; foi o vencedor.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;tutorial-em-vídeo-de-10-minutos&quot;&gt;Tutorial em vídeo de 10 minutos&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Um cara tem um site chamado &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.theunlockr.com&quot;&gt;The Unlockr&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que ensina como desbloquear dúzias de telefones, e ele tem tutoriais e vídeos para fazer isso com o Hero. Em 10 minutos ele mostrou tudo que eu perdi horas tentando entender em dezenas de posts do fórum e tutoriais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O processo básico tem dois passos:&lt;/p&gt;

&lt;ol&gt;
  &lt;li&gt;Conseguir acesso root ao seu aparelho&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Instalar uma nova ROM&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;

&lt;p&gt;Por mais assustador que isso pareça, o processo é bastante simples, basta seguir os tutorias e pronto. Cada vídeo abaixo tem um tutorial com as instruções, então não tem muito o que errar. &lt;strong&gt;Mas atenção no primeiro vídeo&lt;/strong&gt;, porque as instruções do vídeo mudaram, há um aviso vermelho avisando sobre isso, mas é só seguir as instruções escritas que fica tudo bem. Seguem os vídeos e os respectivos tutoriais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://theunlockr.com/2009/08/27/how-to-root-your-htc-hero-in-one-click/&quot;&gt;Tutorial para fazer root (vídeo acima)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://theunlockr.com/2009/08/27/how-to-load-a-custom-rom-on-your-htc-hero/&quot;&gt;Tutorial para instalar uma ROM customizada (vídeo acima)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de fazer isso é só configurar a conta do Google, deixar ele sincronizar tudo, e depois configurar o Access Point para utilizar o 3G, é a única coisa que ele não conseguiu configurar sozinho. Para isso basta entrar em Settings &amp;gt; Wireless &amp;amp; Networks &amp;gt; Mobile Networks &amp;gt; Access Point Names, clicar em Menu e colocar a configuração da sua operadora, que basicamente é o gateway do AP e depois o usuário e senha padrão. No caso da Oi, a operadora que escolhi, o gateway é “gprs.oi.com.br”, o username é “oi” e a senha é “oi”, nada complicado. Se quiser o esquema para outras operadoras, veja esse &lt;a href=&quot;http://info.abril.com.br/forum/viewtopic.php?f=152&amp;amp;t=1021&quot;&gt;tópico no fórum da Info&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro motivo que me fazia adiar o procedimento era porque alguns tutoriais diziam que era necessário fazer parte do update com o HTC Sync, o software de sincronização e backup oficial da HTC, que só funciona no Windows :( Porém, como os vídeos acima mostram, tudo que você precisa é copiar os arquivos para o SD Card do telefone, e isso você pode fazer com qualquer sistema operacional, no meu caso eu usei o Ubuntu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além de conseguir instalar o Kindle e ainda consegui criar duas caixas postais no GMail, uma particular e outra para o trabalho, o que vai facilitar e muito minha vida. Eu tentei fazer alguns dos updates automáticos mas tive alguns probleminhas, então vou deixar para resolver isso em outro momento. Assim que tiver novidades eu aviso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viva o Android!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Atualização em 01/07/2010: tudo andando bem, o Kindle for Android é ótimo, mas o consumo de bateria está absurdo :(&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content>
    </entry>
	
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/06/28/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-2</id>
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	    <title>Retrospectiva do Agile Brazil 2010 - Parte 2</title>
	    <published>2010-06-28T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-06-28T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Na quinta-feira começou a conferência propriamente dita. Sob o ponto de vista prático (credenciamento, brindes, coffee-breaks, etc) tudo correu bem, só posso elogiar a organização, e então começaram as palestras. Nesse dia assisti à 4 palestras e corri falei com muita gente, vamos lá.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;martin-fowler&quot;&gt;Martin Fowler&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;O keynote do &lt;a href=&quot;http://martinfowler.com/&quot;&gt;Martin Fowler&lt;/a&gt; - cientista chefe da &lt;a href=&quot;http://www.thoughtworks.com/&quot;&gt;Thoughtworks&lt;/a&gt;, ou melhor, as três mini-palestras que ele deu, foram legais, ele é um bom orador e o conteúdo era bastante relevante, mas quem acompanha o blog dele há algum tempo (você acompanha, certo?) não hou nenhuma surpresa ou novidade. O mais interessante é o modo como ele organiza e apresenta os conceitos, mas mesmo assim foram tópicos mais ou menos básicos. O segundo talk, sobre Débito Técnico foi bem interessante, e você pode ler mais sobre o assunto &lt;a href=&quot;http://martinfowler.com/bliki/TechnicalDebtQuadrant.html&quot;&gt;nesse post do blog dele&lt;/a&gt;, não se esqueça de ver o link sobre Design Payoff.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;alisson-vale&quot;&gt;Alisson Vale&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na sequência pretendia assistir ao workshop de planejamento de releases do &lt;a href=&quot;http://philippe.kruchten.com/&quot;&gt;Philippe Kruchten&lt;/a&gt;, mas quando cheguei a sala já estava lotada. Em todo caso me disseram que foi legal. Voltei ao auditório principal e assisti à minha segunda opção (eventos com várias tracks tem algumas vantagens), a palestra “Kanban: Em busca de um ritmo sustentável” do &lt;a href=&quot;http://alissonvale.com&quot;&gt;Alisson Vale&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A palestra foi bem legal, ainda que básica. O que mais valeu para mim foi conhecer a &lt;a href=&quot;http://www.limitedwipsociety.org/&quot;&gt;Limited WIP Society&lt;/a&gt;, que é um grupo que discute o uso de Kanban aplicado ao desenvolvimento de software, e o site deles tem várias informações interessantes, incluindo uma lista de ferramentas para Kanban eletrônico, um dos mais interessantes me pareceu o &lt;a href=&quot;http://www.flow.io&quot;&gt;flow&lt;/a&gt;. Outra coisa legal que ele mostrou foram alguns fluxos alternativos, para “situações avançadas”, uma pena que ele só pode passar rapidamente por eles. Kanban é um assunto muito interessante e acho que vale alguns posts só sobre ele, mas só depois que eu estudar mais o assunto :)&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;david-hussman&quot;&gt;David Hussman&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois do almoço no Panorama (um big restaurante dentro do próprio prédio, recomendo) assisti à palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/davidhussman&quot;&gt;David Hussman&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://www.devjam.com&quot;&gt;DevJam&lt;/a&gt;, “Produtos e Pessoas sobre Processo e Dogma”, que foi a mais legal do evento. Nem tanto porque o conteúdo era inédito, mas sim porque ele é uma figura, muito divertido, e concordo com os conceitos que ele apresentou. O ponto alto foi quando ele apresentou a Dude’s Law, que define que o valor de uma técnica qualquer é dado por:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Value = Know Why / Know How&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesse caso o valor da técnica aumenta quando sabemos melhor o &lt;strong&gt;porque&lt;/strong&gt; ela é necessária/útil e &lt;strong&gt;não só&lt;/strong&gt; por sabermos executá-la. Se você viu as últimas palestras do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/akitaonrails&quot;&gt;Akita&lt;/a&gt; vai notar que ele fala exatamente a mesma coisa, exceto pela fórmula, o nome da lei e o desenho engraçado, mas o conteúdo é o mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com base nisso ele falou que o ideal é não transformarmos as metodologias, ágeis ou não, e suas técnicas em dogmas, devemos entender claramente seu valor antes de utilizá-las e só utilizá-las porque tem valor, não porque alguém disse que tem que ser assim. Voltando ao Akita, recomendo ler o &lt;a href=&quot;http://info.abril.com.br/noticias/rede/gestao20/gestao/processos-metodologias-e-o-cerebro-humano/&quot;&gt;último artigo que ele escreveu para o Gestão 2.0&lt;/a&gt;, que também trata desse assunto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra coisa bacana que ele falou foi sobre o &lt;a href=&quot;http://gawande.com/the-checklist-manifesto&quot;&gt;Checklist Manifesto&lt;/a&gt;, criado por Atul Gawande, que eu já havia &lt;a href=&quot;http://www.jocaonstuff.com/2010/06/the-checklist-manifesto/&quot;&gt;ouvido falar pelo blog do Joca&lt;/a&gt;, mas na época não parei para ler com cuidado ou considerar com a devida atenção. Vou caçar mais informações e ler mais sobre o assunto para voltar a falar aqui.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;manoel-pimentel&quot;&gt;Manoel Pimentel&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Na sequência, assisti à palestra do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/manoelp&quot;&gt;Manoel Pimentel&lt;/a&gt;, do &lt;a href=&quot;http://www.visaoagil.com/&quot;&gt;Visão Ágil&lt;/a&gt;, “Coaching para Liderança de Equipes Ágeis”. Foi legal, o Manoel é um bom orador e esclareceu algumas dúvidas que tinha em relação à coaching. Uma coisa legal é que ele comentou sobre o uso da técnica dos &lt;a href=&quot;http://visaoagil.wordpress.com/2009/12/25/os-6-chapeus-do-pensamento-para-facilitacao-de-equipes/&quot;&gt;6 Chapéus do Pensamento&lt;/a&gt;, criada por Edward De Bono na década de 80, como uma ferramenta de facilitação para tomar decisões, fazer discussões e etc. Eu descobri essa técnica há algum tempo através da &lt;a href=&quot;http://www.bluesoft.com.br&quot;&gt;Bluesoft&lt;/a&gt; e do próprio Visão Ágil, e temos utilizado a técnica nas retrospectivas da equipe e tem ajudado bastante. Já cheguei a fazer algumas apresentações sobre o tema e pretendo revisitar o tema em breve.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;fim-do-dia&quot;&gt;Fim do dia&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois de todas essas palestras eu estava exausto e meio gripado, então fui tomar um ar. Entre as palestras, no almoço e nos coffee-breaks eu consegui conversar com várias pessoas e revi vários camaradas, como o povo da Thoughtworks Brasil, do &lt;a href=&quot;http://www.dotnetarchitects.net/&quot;&gt;.NET Architects&lt;/a&gt;, da Stefanini, da Bluesoft e o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/thiago_inspira&quot;&gt;Thiago&lt;/a&gt; da &lt;a href=&quot;http://www.inspira.com.br/&quot;&gt;Inspira&lt;/a&gt;, onde fiz um workshop sobre Ruby e Rails no ano passsado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No geral foi um bom dia, bastante proveitoso, só que acabei destruído.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/06/27/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-1</id>
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	    <title>Retrospectiva do Agile Brazil 2010 - Parte 1</title>
	    <published>2010-06-27T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-06-27T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Salve!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ontem acabou o Agile Brazil 2010, realizado em Porto Alegre, tive a oportunidade de participar do evento pela &lt;a href=&quot;http://locaweb.com.br&quot;&gt;Locaweb&lt;/a&gt;, que patrocinou o evento, e no total vieram 12 pessoas de diversas áreas e, além de participar da conferência, no começo da semana fiz o curso de Product Owner da &lt;a href=&quot;http://adaptworks.com.br&quot;&gt;Adaptwork&lt;/a&gt; ministrado pelo &lt;a href=&quot;http://twitter.com/axmagno&quot;&gt;Alexandre Magno&lt;/a&gt; e pelo &lt;a href=&quot;http://twitter.com/lcparzianello&quot;&gt;Luiz Parzianello&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como Jack diria, vamos por partes, então vou escrever alguns posts sobre o curso de PO e sobre o evento. Também recomendo a leitura do &lt;a href=&quot;http://blog.anascimento.net/2010/06/24/impressoes-sobre-o-curso-de-cspo-no-agile-brasil/&quot;&gt;post sobre o curso&lt;/a&gt; escrito pelo &lt;a href=&quot;http://twitter.com/alnascimento&quot;&gt;André Nascimento&lt;/a&gt;, da Stefanini. As fotos foram gentilmente “roubadas” do Flickr do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fmeyer&quot;&gt;Fernando Meyer&lt;/a&gt;, que também fez o curso, além do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/alanrrb&quot;&gt;Alan Baptista&lt;/a&gt; e do Victor Cazzonatto, todos camaradas de Locaweb, mas de á;reas diferentes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/4735921319/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4094/4735921319_9ae417fa6b_m.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;curso-de-product-owner&quot;&gt;Curso de Product Owner&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Atualmente sou o PO de Cloud Computing na Locaweb, e decidi fazer o curso para aprender mais sobre esse papel e poder melhorar meu desempenho. Apesar de ter pesquisado um pouco sobre o assunto, sempre me pergunto se estou no caminho certo, e o curso me mostrou que sim, e ainda me mostrou algumas ferramentas extras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O curso de maneira geral foi bastante interessante, especialmente porque, além das explicações do Magno e do Parzianello, os alunos participaram bastante, expondo suas opiniões, relatando experiências e fazendo muitas perguntas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além de fazer a obrigatória revisão-relâmpago do processo do Scrum, eles falaram bastante sobre a importância do PO entender e se interessar pelo negócio por trá;s do projeto, o que trouxe a tona um ponto interessante sobre a existência de duas fases ou á;reas distintas onde o PO atua: o negócio e o projeto.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;negócios&quot;&gt;Negócios&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/4736570158&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4080/4736570158_1ef59ec8d2_m.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na á;rea de negócio temos que entender os motivos de negócio que justificam o projeto, onde precisamos entender os aspectos financeiros (custos estimados, lucratividade esperada, etc), de oportunidade (datas importantes como o Natal, por exemplo), de mercado (competidores, economia, etc) e as restrições e pré-condições (plataforma, contratos, leis, etc) que tornam o produto/projeto necessá;rio e viá;vel, bem como definem os critérios que farão com que essa empreitada seja classificada como bem sucedida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É nessa fase que definimos a visão do produto, que é a definição das metas que queremos atingir com o produto, e então fazemos o tal “product discovery”, que é o momento onde precisamos entender o que precisamos colocar nesse produto para atingir essas metas. Até esse ponto, não estamos falando de user stories super detalhadas ou coisas do tipo, e sim de uma idéia macro do que precisamos fazer para guiar nosso projeto até as metas definidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nessa fase há; uma confusão entre as responsabilidades e a autoridade de um Product Owner e um Product Manager, que não necessariamente são a mesma pessoa, e isso gerou algumas discussões interessantes, que chegaram também à questões de quem é o “dono do time”, e sob o ponto de vista do Magno, o time é do PO, e o Scrum Master é do time :) Achei uma posição interessante, mas vale um post só sobre isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sobre product discovery e product management, recomendo a leitura do livro &lt;a href=&quot;http://www.amazon.com/Inspired-Create-Products-Customers-Love/dp/0981690408&quot;&gt;Inspired&lt;/a&gt;, escrito pelo Marty Cagan da &lt;a href=&quot;http://www.svproduct.com&quot;&gt;SVPG&lt;/a&gt; e também indicado pelo Magno, que fala bastante em como fazer esse discovery de maneira inteligente e prá;tica. Apesar dele não focar nenhuma técnica á;gil em específico, ele dedica um capítulo para discutir como fazer isso em ambientes á;geis e de maneira geral o que ele fala para product managers pode ser feito por POs, basta trocar as palavras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As contribuições do Parzianello foram especialmente nesse ponto, que é seu principal foco de estudo, e o que ele falou faz muito sentindo, especialmente para nos fazer ficar mais atentos ao negócio do que normalmente fazemos. Essa discussão é extensa e ele não teve tempo de mostrar tudo o que poderia no curso, o que foi ruim por dois motivos. Em primeiro lugar porque não deu para se aprofundar nesse assunto tão importante e interessante, e em segundo porque quebrou o ritmo do curso (esse assunto foi discutido principalmente no segundo dia) e modo como ele apresentou não ficou muito compatível com o resto. Mesmo assim, pretendo conversar mais com ele e pesquisar mais sobre o assunto, não sei como expressar o quanto as coisas que ele falou são importantes e vou começar a me aprofundar nisso o quanto antes.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;projeto&quot;&gt;Projeto&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fmcamargo/4736564110&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm5.staticflickr.com/4100/4736564110_153077e99a_m.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma vez definida a visão do projeto e feito o product discovery, passamos à pensar nas etapas mais prá;ticas para atingir as metas, que é a definição do projeto que será; realizado. Nesse ponto analisamos o que foi levantado na definição do produto para pensar em releases e o que precisa entrar em cada um deles para atingirmos as metas da visão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesse ponto o Magno apresentou mais ferramentas prá;ticas para entendermos e sedimentarmos a visão do produto e depois planejar as features e escrever as histórias. Para entender a visão ele mostrou duas ferramentas, o &lt;a href=&quot;http://www.codinghorror.com/blog/2007/09/can-your-team-pass-the-elevator-test.html&quot;&gt;Elevator Pitch&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://www.joelonsoftware.com/articles/JimHighsmithonProductVisi.html&quot;&gt;Product Vision Box&lt;/a&gt;, que apesar de parecerem fórmulas prontas e bobas são bem interessantes, especialmente para comunicar a visão à equipe e também a stakeholders. (P.S.: eu sei que os dois links acima estão interligados)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois disso passamos à discutir como escrever as histórias que entrarão no backlog, e isso pode ser feito de vá;rias maneiras, sendo a utilização de user stories apenas uma delas, mas foi com ela que ficamos para o resto do curso. Fizemos um mini workshop de user stories e o Magno falou sobre o “conceito de ready”, que é similar ao “conceito de done”, mas que define quando uma história está; pronta boa o suficiente para entrar no sprint backlog, que é um conceito interessante e pretendo revisitá;-lo um dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois falamos sobre a questão de como priorizar as histórias, e o resumo disso é sempre priorizar as histórias que trarão mais valor e tem mais risco na frente, o que faz sentido. Dessa forma, garantimos que as histórias realizadas no começo são as que trazem mais valor para o projeto e ao mesmo tempo são aquelas que podem dar mais dor de cabeça, assim não temos surpresas no fim do release, porque deixamos os riscos para os 45 do segundo tempo.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;resumo&quot;&gt;Resumo&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Depois disso ficamos sem tempo e não pudemos discutir coisas sobre como escalar o trabalho do PO em projetos maiores e coisas do tipo, o que foi uma pena, mas nem de longe isso desmerece o curso. Durante os dois dias discutimos vá;rias outras coisas e técnicas, e ainda escreverei mais sobre isso, mas o bá;sico foi isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha opinião final sobre o curso é que ele foi bastante útil, aprendi coisas bacanas e voltei dando uma importância ainda maior ao negócio por trá;s do projeto, e vou me dedicar para fazer com que meu trabalho sempre leve em consideração esse aspecto. As discussões paralelas foram legais e tivemos muitos insights interessantes, e recomendo o curso para todos que se interessarem pelo trabalho de ser PO ou mesmo que queiram entender melhor a dinâmica dos projetos sob um ponto de vista menos técnico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além do curso de PO e de Scrum Master, também foram realizados cursos de XP e Agile Coaching e tive excelentes relatos sobre eles, especialmente o curso de coaching com o David Hussman, foi uma pena não poder fazê-lo também. Gostaria de parabenizar o Magno e o Parzianello pelo excelente trabalho, e também a organização do Agile Brazil por colocar esses cursos na grade pré-evento, foi uma excelente oportunidade.&lt;/p&gt;

&lt;h2 id=&quot;certified-product-owner-hell-no&quot;&gt;Certified Product Owner? Hell no!&lt;/h2&gt;

&lt;p&gt;Por fim gostaria de esclarecer uma coisa. Oficialmente o curso foi um CSPO, onde o CS significa “Certified Scrum”, ou seja, eu teria direito a um diplominha bonito da Scrum Alliance e seria membro oficial por 1 ano. Porém, seguindo meus princípios e com uma ajudinha do Magno, pedi para não enviarem meus dados para a certificação então, para os trolls de plantão, continuo sendo um PO não certificado :) O importante é o conhecimento que temos e o que fazemos com ele, o papelzinho dizendo que você pode colocar 3 ou 4 letrinhas na sua assinatura de e-mail é só um papel. O único chato é que, como o Freire falou, eu perdi a oportunidade de queimar o certificado e colocar o vídeo no YouTube :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Leia também a &lt;a href=&quot;/2010/06/28/retrospectiva-do-agile-brazil-2010-parte-2&quot;&gt;parte 2&lt;/a&gt; da restrospectiva.&lt;/p&gt;
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		<id>http://blog.rafaelrosafu.info/2010/06/20/salve-recomecando-de-cara-nova</id>
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	    <title>Salve! Recomeçando o blog com cara nova</title>
	    <published>2010-06-20T00:00:00+00:00</published>
	    <updated>2010-06-20T00:00:00+00:00</updated>
	    <author>
	    	<name>Rafael Rosa</name>
	    	<email>rafaelrosafu@gmail.com</email>
	    </author>
	    <content type="html">&lt;p&gt;Depois de postegar por muito muito tempo (mais de um ano) eu finalmente parei de enrolar e mudei meu blog para o Posterous, com um novo layout e novos posts. Admito que enrolei muito tempo para fazer isso porque, inicialmente, queria manter meu site em Rails. Mas a questão é, vale a pena investir tempo e esforço para fazer dele uma boa engine de blog? No fim das contas eu acho que não, especialmente quando temos outras boas opções, como o Posterous (obrigado ao Fernando Meyer por me indicá-lo) ou o Tumblr. No fim, desisti de fazer eu mesmo e escolhi usar uma solução hosted, no caso o Posterous.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu poderia usar uma engine como o Enki, o Mephisto, o Adva ou o Radiant, mas sinceramente estava com preguiça de estudá-los, instalá-los e configurá-los, então uma solução hosted é mais interessante. Ter uma boa engine de blog, que facilite o processo de postar coisas é muito bom, ajuda horrores quando temos uma idéia de post e queremos publicá-la rapidamente, especialmente quando não precisamos nos preocupar com o funcionamento interno da engine.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro problema é que, por ingenuidade, achei que poderia manter um blog em 3 línguas (inglês, português e francês), mas obviamente foi uma péssima idéia. Escrever dá um trabalhão, especialmente porque eu sou meio chato com o que escrevo, e fazer 3 versões de algo, especialmente em francês, língua na qual não sou fluente, dá um trabalho absurdo. Sendo assim, vou passar a blogar na língua que der vontade, sem manter várias versões, a menos que me dê vontade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda é cedo para dizer se vou voltar a blogar com a frequência que gostaria, mas vou tentar.&lt;/p&gt;
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